Jornal do Brasil

Sexta-feira, 19 de Dezembro de 2014

Economia

'El Universal': Venezuela corre risco de "hiperinflação" 

País mantém percentuais a níveis altíssimos e toma medidas discutíveis

Jornal do Brasil

A alta inflação registrada em 2013 na Venezuela, de 56,2%, foi tema do artigo “A hiperinflação toca a porta”, do El Universal. O jornal mostra que o índice é 10 vezes maior do que a média mundial. Em segundo lugar no ranking vem a Síria que, mesmo enfrentando uma guerra civil, não ultrapassou os 50%. El Universal afirma que apenas cinco países do mundo têm inflação maior do que 20% e esse não deveria mais ser um problema para a maioria das nações.

Para o jornal, as principais perguntas deveriam ser “O que o governo está fazendo para diminuir a inflação?” e “Qual é a política anti-inflacionária do país?”, mas a resposta é o que mais preocupa: seguir ao pé da letra o que fez o Zimbábue para cair em uma hiperinflação.

Para financiar o déficit de empresas públicas, a Venezuela tem, por diversos anos, aumentado a quantidade de dinheiro em sua economia, o que é institucional, de acordo com o artigo. O principal beneficiado é o PDVSA, petroleira estatal do país, que apesar de manter o preço de seu barril de petróleo a mais de US$ 100 por anos consecutivos, deve mais de US$ 50 bilhões ao Banco Central.

Além dos déficits, comerciantes e empresários agora são perseguidos e culpados pelo aumento dos preços. Segundo o artigo, são “submetidos a escárnio público” e obrigados a baixar o valor de seus bens.

Existem também enormes esforços do governo para reduzir a oferta doméstica, para o El Universal, como a sobrevalorização da moeda e o controle de preços. Por fim, há ainda o aumento do salário mínimo, que pode gerar uma espiral de inflação. O risco de cair em uma hiperinflação devastadora é alto. Segundo o artigo, “ser otimista na atual Venezuela é um luxo”.

Tags: déficit, economia, inflação, preço, Venezuela

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