Jornal do Brasil

Sexta-feira, 25 de Abril de 2014

Economia

Washington Post: BNDES e o seu papel na contenção da crise mundial no Brasil

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Um dos mais importantes jornais americanos, o Washington Post, publicou neste domingo (15/12) uma reportagem sobre a economia brasileira, ressaltando que o governo, para se esquivar da crise mundial, ampliou as linhas de metrô e estaleiros para plataformas de petróleo, além da construção de barragens hidrelétricas e estádios para a Copa do Mundo 2014 de futebol. "E o Brasil tinha uma máquina pronta para manter sua economia crescendo: o banco de desenvolvimento estatal, uma instituição pouco conhecida fora deste país, mas central para os formuladores de políticas aqui", diz o texto.

Segundo a matéria do correspondente Juan Forero, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) emprestou um terço de um trilhão de dólares desde 2010, o dobro do valor que o Banco Mundial forneceu aos cerca de 100 países juntos, com grande parte desse valor aplicada no setor de mineração, agricultura e construções gigantes, que são pilares da economia do Brasil. Os economistas do BNDES comentam que os benefícios são observados de forma uniforme no país, como na baixa taxa de desemprego e uma economia estabilizada. "Porém, a crise mundial finalmente esta surtindo efeito na maior economia da América Latina. E os críticos dizem que uma grande parte do problema é a estratégia de distribuir empréstimos de milhões de dólares do banco para as empresas mais ricas e politicamente articuladas no país.

Washington Post afirma a crise mundial chegou ao Brasil, se referindo ao país como a "maior economia da América Latina". A reportagem se baseia em avaliações de especialistas, que atribuem os primeiros efeitos negativos à estratégia do banco em distribuir empréstimos milionários a grandes e conceituadas empresas. "Economistas e líderes da oposição dizem que este foco em 'campeões nacionais' do Brasil desprestigia as empresas menores, que são mais ágeis no desenvolvendo de novas tecnologias e produtos para diversificar a economia dependente da commodity. Eles também dizem que enormes empréstimos do BNDES estão alimentando a inflação que o Banco Central do Brasil deve lutar para controlar", destaca o texto do WP.

O depoimento de Sergio Lazzarini, do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), ganha destaque na matéria e ele descreve que o papel do BNDES tornou-se mais difícil de justificar pela economia que completa o seu terceiro ano "com um crescimento decepcionante". "Apesar destas tendências, o banco tornou-se mais agressivo, maior, com mais transferências diretas do governo para o banco", disse Lazzarini em uma referência aos fundos do Tesouro e receitas fiscais, requisitados nos empréstimos.

Segundo Juan Forero, no escritório central do banco no Rio de Janeiro, executivos e economistas falam com orgulho de uma instituição com 61 anos de idade, que tem apoiado as empresas na última década, cujo crescimento ajudou a fazer do Brasil a sétima maior economia do mundo. "João Ferraz, vice-presidente do BNDES, diz que os projetos centrais contribuiu com uma economia que apresentou crescimento sólido na década de 2000, cobertas por uma formação de bolhas de expansão de 7,5%, em 2010", diz o texto do WP.

Tags: america, brasileira, DESENVOLVIMENTO, economia, empréstimos, latina

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