Jornal do Brasil

Sábado, 23 de Agosto de 2014

Economia

A globalização está apenas começando

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A reportagem publicada na edição eletrônica da americana Time afirma que o processo de globalização está apenas começando, apesar do desaquecimento de alguns fatores que estavam impulsionando o tema. O veículo cita uma retração no crescimento do comércio, as alterações que a evolução tecnológica está provocando nas indústrias, o que está levando algumas empresas norte-americanas a encurtar as linhas de abastecimento, priorizando a produção local. 

Mas por outro lado, a Casa Branca está envolvida em um renovado impulso para o comércio livre, com pactos propostos com a União Europeia e um conjunto de países asiáticos e latino-americanos no âmbito da Parceria Trans-Pacífico. A Time destaca que a globalização está apenas mudando os seus aspectos fundamentais. Um exemplo citado, foi o papel da globalização como medida de acesso único dos países desenvolvidos para o mundo em desenvolvimento. O capital fluiu dos Estados Unidos para a China, Índia e muitos outros países de baixa renda, integrando-os num sistema de comércio global. O mesmo aconteceu quanto os conceitos de democracia, capitalismo, marxismo e as culturais populares. 

No entanto, esses mesmos países que agora estão em ascensão, além de outros com economias emergentes, estão mudando a antiga globalização em um novo modelo de globalização multilateral dinâmica, com consequências para a forma de como o mundo funciona atualmente.    

Reportagem da Time avalia novo processo de Globalização
Reportagem da Time avalia novo processo de Globalização

Empresas de mercados emergentes estão se tornando igualmente importantes a "players" globais. Como exemplo, a principal rival da Apple não é uma empresa europeia ou mesmo japonesa, mas a Samsung da Coréia do Sul; Huawei da China é a nova força em telecom. Empresas de países emergentes estão se tornando mais importantes investidores globais e criadores de emprego. Empresas como Lenovo da China e da Índia Wipro são verdadeiras multinacionais, que empregam pessoas em todo o planeta. Mais importante, os mercados emergentes estão se unindo uns aos outros em formas nunca antes testemunhadas. No passado, o comércio global tinha um caminho unilateral entre países pobres e ricos, mas esse cenário mudou dramaticamente. A política global e as finanças não são mais dominadas por poucos países poderosos. O G-8 foi substituído pelo G-20 como o principal fórum de discussão global, dando mais espaço a países como Turquia, África do Sul e Brasil. 

A Time citou uma pesquisa recente do Banco de Compensações Internacionais, que demonstra que a China entrou na lista dos 10 melhores com moedas mais negociadas pela primeira vez. Segundo a reportagem, essas tendências são definidas para continuar. Empresas que não eram populares tomaram visibilidade e oferecem chances de emprego. "A globalização está se aprofundando, tornando-se mais inclusiva e mais equilibrada entre as diferentes partes do mundo. E está lançando todos nós a novas idéias, produtos e artes", diz o texto.

Tags: economia, evolução, globalização, indústrias, Produção, tecnológica

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