Jornal do Brasil

Sexta-feira, 25 de Julho de 2014

Economia

FMI mantém estimativa de crescimento do Brasil para 2013 em 2,5%

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O Fundo Monetário Internacional (FMI) manteve, nesta terça-feira (8), a projeção de crescimento econômico para o Brasil neste ano em 2,5%. Contudo, a estimativa para 2014 foi reduzida de 3,2% para 2,5%. Os números estão no relatório World Economic Outlook. 

No Brasil, a inflação é apontada pelo FMI entre os principais problemas. “Reduziu os rendimentos reais e pode pesar sobre o consumo, enquanto as limitações da oferta e da incerteza política podem continuar a restringir a atividade”.

Já a desvalorização do real é apontada como um ponto positivo para a economia brasileira. “Deve melhorar a competitividade externa e compensar parcialmente o impacto negativo do aumento dos rendimentos soberanos”.

O Brasil terá o menor crescimento entre os países do Brics (Rússia, Índia, China, África do Sul) em 2014. De acordo com o FMI, a Rússia crescerá 3%, a Índia, 5,1%, a China, 7,3% e a África do Sul, 2,9%. Já o crescimento global foi projetado em 2,9%, em 2013, subindo para 3,6% em 2014.

Segundo o FMI, grande parte do crescimento deverá ser impulsionada pelo avanço das economias consideradas desenvolvidas. Por outro lado, o crescimento nos principais mercados emergentes, embora ainda forte, deverá ser mais fraco do que a previsão do FMI anunciada anteriormente. 

O fundo, no entanto, considera um movimento natural, após os estímulos para o enfrentamento da crise. A organização destaca ainda que os gargalos estruturais na infraestrutura, mercados de trabalho e de investimento também têm contribuído para desaceleração em muitos mercados emergentes.

Para o FMI, essa transição de crescimento e a política monetária adotada pelos Estados Unidos são novos desafios e apresentam riscos. “Apesar de o Federal Reserve [Banco Central dos EUA] decidir recentemente não diminuir o ritmo das compras de ativos, as saídas de capital dos mercados emergentes caíram um pouco, e os rendimentos de títulos norte-americanos continuam bem acima dos níveis do início de maio."

Com Agência Brasil

Tags: brasil, economia, estimativa, fundo, Previsão

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