Investidores seguem cautelosos nesta quinta-feira, 20, após a decisão do comitê de política monetária do Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) de manter seu programa de estímulo à economia norte-americana sem alterações.
“Na ata do encontro, o comitê manteve a avaliação de que a economia norte-americana vem se expandindo de forma moderada, porém alterou sua percepção em relação aos riscos para o cenário macroeconômico. Na visão do Fed, os riscos para a economia, de forma geral, e para o mercado de trabalho, de forma específica, diminuíram”, disse Octavio de Barros, diretor de pesquisas e estudos econômicos do Bradesco.
E como não era difícil de prever, as bolsas asiáticas encerraram a sessão com forte queda, após a sinalização, feita ontem por Ben Bernanke, de que a redução no ritmo de estímulos monetários nos EUA deverá ocorrer ainda neste ano. Além disso, na China, o resultado do PMI apontando a fragilidade da atividade industrial local também pesou sobre os índices na região.
No gigante asiático, a produção industrial seguiu fraca em junho, conforme sinalizado pela prévia do índice PMI Markit. O índice chegou a 48,3 pontos, recuando em relação a maio, quando alcançou 49,2 pontos.
Enquanto isso, na Europa, as bolsas operam em queda nesta manhã também refletindo o pronunciamento do presidente do Federal Reserve. Há pouco, o CAC-40, de Paris, registrava perdas de 2,42%, aos 3.746 pontos. E o DAX, de Frankfurt, desvalorizava 2,48%, aos 7.993 pontos. E o índice FTSE-100 perdia 2,27%, aos 6.204 pontos.
No Velho Continente foram divulgadas as prévias dos índices dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) da região. O PMI de serviços da Alemanha deve subir a 51,3 pontos em junho, após ter registrado 49,7 pontos no mês de maio de 2013, segundo dados do Instituto de pesquisas Markit Economics. Já o PMI composto, medida ampla do setor privado que combina dados manufatureiros e de serviços, da zona do euro deverá registrar 48,9 pontos em junho, ante os 47,7 pontos do mês anterior.
Além disso, o Escritório de Estatísticas Nacional, ONS, revelou que as vendas no varejo britânico subiram 2,1% em maio se comparadas ao resultado imediatamente anterior. O resultado veio acima por analistas que era uma alta de 0,8% e também do resultado do mês anterior quando registrou -1,1%.
Em Wall Street, o clima não é diferente e o indicador futuro das bolsas norte-americanas aponta para uma abertura em queda.
Aqui no Brasil, o Ibovespa deverá acompanhar o cenário externo.
E abrindo a agenda de indicadores brasileiros, uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nas regiões metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre revelou que a taxa de desocupação foi estimada em 5,8% no mês de maio, sem variação em relação ao resultado apurado em abril (5,8%).
Por fim, no mercado de câmbio, o dólar ganha força frente às demais moedas.