As principais bolsas de valores mundiais devem apresentar movimentos diferentes nesta quarta-feira, influenciadas pelo pronunciamento do Presidente do Federal Reserve (Fed), Ben Bernanke. Ele fala neste momento ao Congresso americano.
Diante deste cenário, os índices europeus recuam e o indicador futuro das bolsas norte-americanas aponta para uma abertura em campo positivo.
Por outro lado, a bolsa chinesa fechou o pregão em queda, puxada pelas ações do setor de energia, a bolsa japonesa encerrou a sessão em alta. A manutenção do compromisso do Banco Central japonês em dobrar a base monetária, após o encontro de hoje, favoreceu o mercado acionário local. Por outro lado, o anúncio do BC fez enfraquecer o iene frente à maioria das moedas.
Na Europa, as bolsas operam em queda enquanto Bernanke não faz o seu pronunciamento. Há pouco, o CAC-40, de Paris, registrava perdas de 0,23%, aos 4.026 pontos. E o DAX, de Frankfurt, desvalorizava 0,12%, aos 8.461 pontos. E o índice FTSE-100, recuava 0,05%, aos 6.800 pontos.
Na região, a reunião de cúpula dos chefes de Estado e de Governo da União Europeia (UE), que tem como objetivo lutar contra a fraude fiscal de cidadãos e empresas, começou nesta quarta-feira em Bruxelas. Os 27 governantes tentarão convencer Áustria e Luxemburgo a suspender o sigilo bancário, para que o bloco possa apresentar uma frente unida na reunião do G8 prevista para junho e que abordará o mesmo tema.
Em Wall Street, o indicador futuro das bolsas norte-americanas aponta para uma abertura em campo positivo. Mas, investidores aguardam Ben Bernanke e a divulgação das vendas de imóveis existentes em abril.
Aqui no Brasil, o Ibovespa deverá acompanhar o cenário externo.
E abrindo a agenda de indicadores internos, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), uma prévia da inflação oficial, teve variação de 0,46% em maio e ficou abaixo do IPCA-15 de abril, cuja taxa foi 0,51%. O grupo Alimentação foi o que mais contribuiu para a redução do índice, onde vários produtos ficaram mais baratos de abril para maio, alguns muito importantes na alimentação das famílias, como açúcar refinado.
Para finalizar, no mercado de câmbio, o dólar deverá apresentar perdas em relação às demais moedas.