Jornal do Brasil

Quarta-feira, 10 de Abril de 2013

Economia

Emprego industrial tem variação nula (0,0%) em fevereiro  

Investimentos e Notícias

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou hoje, 10, que em fevereiro de 2013 o total do pessoal ocupado assalariado na indústria mostrou variação nula (0,0%) frente ao mês imediatamente anterior, na série livre de influências sazonais, após registrar variação negativa de 0,3% em dezembro e ficar estável em janeiro último. 

Com esses resultados, o índice de média móvel trimestral assinalou variação negativa de 0,1% no trimestre encerrado em fevereiro frente ao nível do mês anterior e permaneceu com o comportamento de estabilidade presente desde julho do ano passado. O emprego industrial mostrou recuo de 1,2% no índice mensal de fevereiro de 2013, 17º resultado negativo consecutivo nesse tipo de confronto, repetindo a taxa negativa observada em janeiro.

No índice acumulado para o primeiro bimestre de 2013, o total do pessoal ocupado na indústria recuou 1,2% e manteve o ritmo de queda assinalado no último trimestre de 2012 (-1,2%), ambas as comparações contra igual período do ano anterior. A taxa anualizada, indicador acumulado nos últimos 12 meses, ao passar de -1,4% em janeiro para -1,5% em fevereiro de 2013, prosseguiu com a trajetória descendente iniciada em fevereiro de 2011 (3,9%).

No confronto com igual mês do ano passado, o emprego industrial recuou 1,2% em fevereiro de 2013, com o contingente de trabalhadores caindo em dez dos 14 locais pesquisados. O principal impacto negativo ocorreu na região Nordeste (-5,3%), pressionado pelas taxas negativas em 13 dos 18 setores, com destaque para a redução no total do pessoal ocupado nas indústrias de alimentos e bebidas (-8,7%), refino de petróleo e produção de álcool (-21,7%), calçados e couro (-4,8%), vestuário (-3,9%), indústrias extrativas (-10,1%) e têxtil (-5,3%).

Outros resultados negativos ocorreram em São Paulo (-1,0%), Rio Grande do Sul (-3,1%), Pernambuco (-10,5%) e Bahia (-4,4%), com o primeiro influenciado pelas quedas de produtos têxteis (-11,3%), meios de transporte (-4,0%), outros produtos da indústria de transformação (-8,6%), calçados e couro (-9,3%), produtos de metal (-3,2%), vestuário (-3,6%) e papel e gráfica (-2,2%); o segundo, por conta das perdas em calçados e couro (-7,2%), máquinas e equipamentos (-5,8%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-11,5%), vestuário (-16,7%), borracha e plástico (-7,5%), têxtil (-15,1%) e meios de transporte (-2,7%); o terceiro pressionado especialmente pelo setor de alimentos e bebidas (-19,3%); e, o último, em função principalmente do recuo em calçados e couro (-19,5%).

Paraná (1,4%) apontou a contribuição positiva mais relevante sobre o emprego industrial do país, impulsionado pelos setores de alimentos e bebidas (2,3%), têxtil (17,9%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (8,3%), outros produtos da indústria de transformação (4,3%) e produtos químicos (6,9%).

Setorialmente, ainda no índice mensal, o total do pessoal ocupado assalariado recuou em 11 dos 18 ramos pesquisados, com destaque para as pressões negativas vindas de vestuário (-6,3%), têxtil (-6,0%), calçados e couro (-5,2%), outros produtos da indústria de transformação (-4,1%), madeira (-5,1%), meios de transporte (-1,3%) e refino de petróleo e produção de álcool (-5,0%). Os principais impactos positivos sobre a média da indústria foram observados nos setores de alimentos e bebidas (0,7%) e de borracha e plástico (2,7%).

No índice acumulado do primeiro bimestre do ano, o emprego industrial mostrou queda de 1,2%, com taxas negativas em 11 dos 14 locais e em 11 dos 18 setores investigados. Entre os locais, região Nordeste (-5,0%) apontou o principal impacto negativo, seguida por São Paulo (-1,0%), Rio Grande do Sul (-3,1%), Pernambuco (-9,5%) e Bahia (-4,3%).

Paraná (1,7%) exerceu a pressão positiva mais importante. Setorialmente, as contribuições negativas mais relevantes vieram de vestuário (-6,8%), têxtil (-5,7%), calçados e couro (-4,3%), outros produtos da indústria de transformação (-4,1%), meios de transporte (-1,7%) e madeira (-5,4%), enquanto os setores de alimentos e bebidas (1,1%) e de borracha e plástica (2,7%) responderam pelas principais influências positivas.

Tags: emprego, fevereiro, IBGE, índice, industria, variação

Compartilhe:

Tweet

Postar um comentário

Faça login ou assine para comentar.