Bolsas fecham em alta com dados positivos da China
Investidores menos cautelosos após anúncio de desaceleração da inflação na China e início da temporada de balanço nos Estados Unidos influenciaram alta das principais bolsas de valores mundiais. Aqui no Brasil, o Ibovespa subiu puxado por Vale e Petrobras.
Na Ásia, as bolsas encerraram o pregão com direções distintas. No Japão o índice Nikkei registrou ligeira queda, após cinco dias consecutivos de alta. O índice Nikkei 225 perdeu 0,24 ponto, a 13.192,35 unidades. Por outro lado, os índices chineses apontaram elevação, refletindo a inflação menos pressionada do que as expectativas indicavam. A inflação ao consumidor na China apresentou alta de 2,1%.
Na Europa, as principais bolsas fecharam em direções opostas nesta terça-feira, 09, em um mercado prudente ante a falta de notícias do peso. Com isso, o CAC-40, de Paris, registrou ganhos de 0,11%, aos 3.670 pontos. E o DAX, de Frankfurt, desvalorizou 0,33%, aos 7.637 pontos. E o índice FTSE-100, de Londres, apresentou alta de 0,58% aos 6.313 pontos.
Na região europeia foi divulgado que na passagem de janeiro para fevereiro, as exportações na Alemanha diminuíram 1,5%, revertendo o ganho de 1,3% registrado em janeiro. As importações também recuaram (-3,8%), na mesma comparação, sucedendo a alta de 3,3% registrada anteriormente. Com isso, o superávit comercial alemão aumentou de € 15,6 para € 17,1 bilhões entre janeiro e fevereiro.
Contudo, a balança comercial de bens no Reino Unido referente ao mês de fevereiro de 2013 registrou déficit de £ 3,6 bilhões em comparação a um déficit de £ 2,4 bilhões em janeiro. As informações foram publicadas hoje, 09, pelo Escritório Nacional de Estatísticas (ONS, na sigla em inglês).
Além disso, a Produção Industrial do Reino Unido avançou 1,0% em fevereiro de 2013, em comparação com o mês anterior, segundo dados ajustados sazonalmente pelo Escritório Nacional de Estatísticas (ONS, na sigla em inglês). Em janeiro o índice havia registrado queda de 1,3%. Por outro lado, economistas previam alta de 0,3% na comparação mensal.
Em Wall Street, índice Dow Jones bate novo recorde histórico e fecha com alta de 0,41% aos 14.673 pontos; o S&P 500 valorizou 0,35% aos 1.568 pontos; e a bolsa eletrônica Nasdaq teve alta de 0,48% aos 3.237 pontos.
Por lá, o Departamento do Comércio anunciou que os indicadores de estoques dos Estados Unidos recuaram 0,3% em fevereiro. O valor total é de US$ 501,36 bilhões, de acordo com dados ajustados sazonalmente.
Aqui no Brasil, Ibovespa teve segunda alta seguida influenciado por ações da Vale e Petrobras. Com isso, o pregão nacional registrou valorização de 1,49%, aos 55.912 pontos. O giro financeiro ficou em R$ 8.392 bilhões.
Abrindo a agenda de indicadores brasileiros, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), na cidade de São Paulo, desacelerou e ficou em -0,11% na primeira prévia de abril, ante -0,17% registrados na semana anterior.
Além disso, o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) variou 0,31%, em março, segundo dados da Fundação Getulio Vargas (FGV). A variação registrada em fevereiro foi de 0,20%. Em março de 2012, a variação foi de 0,56%. A variação acumulada em 2013, até março, é de 0,81%.
Na renda fixa, os juros futuros operaram em alta. O contrato de DI, com vencimento em julho de 2013, o mais negociado, encerrou com taxa anual de 7,26%. Uma valorização de 0,55% em relação dia anterior.
O dólar encerrou a sessão de hoje com queda de 0,25%. Com isso, a moeda norte-americana terminou cotada a R$ 1, 982 na compra e R$ 1,984 na venda.

