Parlamentares do Chipre adiam votação sobre plano de resgate financeiro
Após ter acertado um resgate financeiro internacional de 10 bilhões de euros com a Troika (Fundo Monetário Internacional, Banco Central Europeu e União Europeia) no final de semana, o parlamento do Chipre adiou para a terça-feira (19) a votação do projeto que o implementa.
Diferentemente dos resgastes a outros países da zona do euro, no pequeno país do Mediterrâneo o acordo envolveu o confisco de dinheiro de depósitos bancários, inicialmente de 9,9% para depósitos acima de 100 mil euros e 6,75% para depósitos abaixo deste valor.
Bancos fechados
Os bancos cipriotas permanecerão fechados até quinta-feira (21), segundo informou a agência de notícias AFP. Isto se deve ao medo de que a população retire descontroladamente seus fundos dos bancos. A vinculação do resgate financeiro a uma contrapartida que envolva o dinheiro dos cidadãos é inédita nesse tipo de intervenção internacional, que já foi vista em outros países da zona do euro, como Grécia, Irlanda e Portugal.
Segundo a agência internacional Efe, a ideia dos parlamentares governistas é reduzir a taxa para os pequenos correntistas de 6,75% para 3%, enquanto os depósitos bancários que ultrapassarem os 100 mil euros seriam taxados em 12,5%. A motivação esbarra na possível rejeição da nova proposta pela Troika.
