Jornal do Brasil

Domingo, 26 de Maio de 2013

Economia

Cabral suspende pagamentos até decisão do STF sobre os royalties

Servidores serão a exceção

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O governador Sérgio Cabral determinou nesta quinta-feira (7) a suspensão de todos os pagamentos do estado, com exceção dos servidores públicos, até sair a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a derrubada do veto da presidente Dilma Rousseff a redistribuição dos royalties de petróleo.

Os secretários de Estado de Fazenda e de Planejamento foram orientados pelo governador a cancelar os pagamentos, empenhos, repasses e outras transferências não obrigatórias até que o STF se pronuncie sobre a Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) do Estado do Rio.

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“Vão falir o governo do Estado", diz Cabral sobre derrubada de veto 

Após a confirmação da derrubada por parte do Congresso do veto sobre a nova distribuição dos royalties, nesta quinta-feira (7), o governador do Estado do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, reagiu, destacando que a decisão "não resolverá o problema de nenhum estado brasileiro”. O governador confirmou que vai aguardar a publicação da lei para tentar recorrer no Supremo Tribunal Federal.

Governador diz que vão ao Supremo Tribunal Federal depois da publicação da lei
Governador diz que vão ao Supremo Tribunal Federal depois da publicação da lei

Cabral explicou também que a justificativa da presidente Dilma para vetar a redistribuição dos royalties tinha como base o rompimento de três artigos: “Dilma foi clara como água no seu veto. Desrespeitaram o artigo 5º da Constituição, que é o ato jurídico perfeito. Isto afetaria tanto os petróleos já leiloados, como os contratos assinados envolvendo a exploração de petróleo no Rio. O artigo 20 também foi desrespeitado porque não se pode disponibilizar recursos do Estado e dos municípios produtores de petróleo, e ainda o artigo 167, que fala sobre o desequilíbrio orçamentário”, ressaltou.

O governador declarou ainda que a decisão é um caos para o governo do Estado e seus municípios e que cada estado produtor (Rio, São Paulo e Espírito Santo) vai entrar com um recurso no STF. “Vão falir o governo do estado e 87 das 92 cidades que recebem os dividendos dos royalties”, concluiu. 

 “Existe um termo jurídico chamado periculum in mora, que significa "perigo iminente" em latim. Tenho certeza que a Dilma não vai sancionar a lei, uma vez que ela vetou. O impacto da derrubada do veto não envolve só a questão ambiental, mas também o ICMS, além do orçamento do estado e dos municípios produtores. Temos um arsenal de ações e vamos tomar medidas duras caso o STF não leve em conta a nossa demanda. Esses recursos dos royalties são muito importantes para os orçamentos das cidades. Para metade das 87 cidades, isto chega até  ¼ da receita”.

Tags: CONGRESSO, economia, Petróleo, royalty, votação

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