Bolsas devem apresentar recuperação com dados da China
Os mercados ensaiam recuperação nesta terça-feira, refletindo dados mais favoráveis com relação ao crescimento da China. Diante deste cenário, os índices europeus e o indicador futuro das bolsas norte-americanas operam em campo positivo.
Do outro lado do mundo, as bolsas asiáticas fecharam em alta revertendo parte das perdas da sessão anterior, em meio aos compromissos do governo chinês de manter a meta de crescimento do país. O gigante asiático definiu sua meta de crescimento econômico para 2013 em 7,5%, a mesma de 2012, na abertura anual dos trabalhos do Parlamento da segunda maior economia do planeta, na manhã desta terça-feira.
Com isso, a bolsa de Tóquio encerrou a sessão de terça-feira em leve alta de 0,27%. O índice Nikkei 225 ganhou 31,16 pontos, a 11.683,45 unidades.
Além disso, vale destacar que o banco central australiano manteve sua taxa básica de juros inalterada, apontando que a política de afrouxamento monetário tem mostrado os efeitos esperados e lembrando que há espaço para corte de juros adicional.
Enquanto isso, na Europa, as bolsas também mostram alta, estimuladas pelos indicadores econômicos da Área do Euro divulgados mais cedo, tais como as vendas no varejo de janeiro e pelo número final do Índice de Gerente de Compras de fevereiro, que superaram as expectativas dos analistas.
Há pouco, o CAC-40, de Paris, registrava ganhos de 1,28%, aos 3.757 pontos. E o DAX, de Frankfurt, valorizava 1,67%, aos 7.819 pontos. E o índice FTSE-100, de Londres, apresentava alta de 0,84% aos 6.399 pontos.
Por lá, foi divulgado que o índice gerente de compras (PMI, na sigla em inglês) composto, medida ampla do setor privado que combina dados manufatureiros e de serviços, da Zona do Euro registrou recuo em fevereiro, apresentando 47,9 pontos ante os 48,6 pontos apresentados no mês anterior, segundo dados divulgados pelo instituto Markit Economics.
Por outro lado, o volume de vendas no varejo na zona do euro cresceu 1,2% em janeiro de 2013, quando comparado com o mês anterior. Em dezembro, o indicador ficou negativo em 0,8%, segundo informações divulgadas nesta terça-feira, 05, pelo Escritório de Estatística da União Europeia, Eurostat.
Contudo, em fevereiro, o índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) de serviços da Alemanha recuou a 54,7 pontos, após ter registrado 55,7 pontos em janeiro, segundo dados apresentados pelo Instituto de pesquisas Markit Economics.
Em sentido oposto, o índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) de serviços do Reino Unido subiu para 51,8 pontos em fevereiro, após ter registrado 51,5 pontos em janeiro.
Em Wall Street, o indicador futuro das bolsas norte-americanas aponta para uma abertura em campo positivo. Mas, investidores aguardam a divulgação do Índice ISM do setor de serviços de fevereiro.Por aqui, o Ibovespa deverá seguir em linha com o mercado externo.
Além de todo o cenário externo, investidores devem ficar atentos ao primeiro dia de reuniões do Copom (Comitê de Política Monetária).
Abrindo a agenda de indicadores brasileiros, o Índice de Confiança do Comércio (ICOM) evoluiu desfavoravelmente em fevereiro, ao registrar variação interanual trimestral de -0,9%, contra 0,0% em janeiro, segundo dados da Fundação Getulio Vargas (FGV). A piora foi determinada por expectativas menos otimistas em relação aos meses seguintes, enquanto o resultado favorável do Índice da Situação Atual sugere a manutenção de ritmo de atividade ainda intenso no primeiro trimestre de 2013.
Por fim, no mercado de câmbio, as principais moedas devem apresentar avanços em relação ao dólar.

