Analistas acham que Copom manterá Selic em 7,25%
Estimativa se baseia no fraco desempenho do PIB, "sem ganho no controle da inflação"
Analistas do mercado financeiro e de setores da economia acreditam que o Copom (Comitê de Política Monetária) deverá manter a taxa básica de juros da economia no atual patamar histórico de 7,25% na reunião desta quarta-feira (6). Para André Perfeito, economista-chefe da Gradual Investimentos, o fraco desempenho do PIB (Produto Interno Bruto) será o principal incentivo para que o comitê mantenha o atual valor.
"Levando em conta os dados do PIB e uma queda na margem da inflação, que foi mais forte do que o pensado, o argumento do BC, de manutenção desta queda, parece mais factível", afirma. Para ele, um aumento da Selic representaria uma "mudança muito radical da política do BC, sem ganho efetivo para controle da inflação", analisa.
José Ricardo Roriz Coelho, presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) e do Sindicato da Indústria de Material Plástico do Estado de São Paulo, não apenas acredita na manutenção dos atuais 7,25%, como comemora a decisão. " Acreditamos que o Copom irá manter a Selic no patamar atual na reunião que se encerra nesta quarta-feira. Esta redução da taxa básica de juros tem sido uma das iniciativas importantes e corajosas do governo para a retomada da competitividade da indústria nacional".
Para ele, novas reduções ainda precisam ser feitas para se atingir "o objetivo de baixar o custo de produção no País. E isso precisa ser rápido, para não corrermos o risco de termos em 2013 um resultado semelhante ao do ano passado”, afirmou.
Alcides Leite, economista e professor da Trevisan Escola de Negócios, acredita que o governo está "aceitando uma inflação mais alta, desde que ela não supere o teto da meta" e que os juros devem ser mantidos, mas apenas até o final do ano. "Até o fim do ano os juros poderão ser mantidos. O baixo crescimento do PIB ajuda a manter a taxa”, afirma ele.
