Confiança de Serviços recua entre janeiro e fevereiro
O Índice de Confiança de Serviços (ICS) da Fundação Getúlio Vargas recuou 2,7% entre janeiro e fevereiro de 2013, na série com ajuste sazonal, ao passar de 125,5 para 122,1 pontos, o menor nível desde outubro passado (121,5). O movimento é disseminado pela maioria dos setores (10 entre 12), sugerindo aumento de incerteza em relação à trajetória de retomada do setor de serviços.
A variação do ICS entre janeiro e fevereiro resultou da queda de 4,4% no Índice de Situação Atual (ISA-S) e do recuo de 1,5% no Índice de Expectativas (IE-S). O ISA-S alcançou 104,1 pontos, distanciando-se da média histórica (110,7 pontos), enquanto o IE-S atingiu 140,1 pontos aproximando-se de sua média histórica (139,7 pontos).
A redução de 4,4% no ISA-S entre janeiro e fevereiro foi influenciada, sobretudo, pela queda de 4,9% no quesito que mede a percepção sobre o volume de demanda atual. A proporção de empresas que percebem o volume de demanda atual como forte passou de 18,7% para 18,1% entre janeiro e fevereiro, enquanto a parcela das que o consideram fraco aumentou de 16,0% para 20,4%. O indicador que avalia a situação atual dos negócios recuou 4,0%.
O indicador que mede as expectativas para a demanda para os meses seguintes foi o que mais contribuiu para a queda do IE-S, ao recuar 2,5% em fevereiro frente a janeiro. A proporção de empresas prevendo aumento da demanda passou de 46,8% para 44,7%, enquanto a parcela daquelas prevendo diminuição da demanda aumentou de 5,5% para 6,9%. O indicador do quesito tendência dos negócios apresentou ligeira redução, de 0,5%, com a proporção de empresas prevendo melhora dos negócios passando de 46,7% para 47,9%, e a parcela das que esperam situação pior saindo de 3,7% para 5,6%.
De maneira geral, os indicadores da Sondagem de Serviços em fevereiro de 2013 reforçam a impressão de um início de ano ainda com moderado ritmo de atividade no setor.

