Jornal do Brasil

Terça-feira, 21 de Maio de 2013

Economia

Norte da Ásia está seguindo a queda da Zona do Euro

Jornal do Brasil

A Zona do Euro contraiu 0,6% no 4 º trimestre de 2012 em uma base trimestral, pior do que o esperado. Alemanha caiu 0,6%, a França 0,3%, Itália caiu 0,9%. Não pergunte sobre a Espanha, Portugal ou Grécia. Sim, o bloco monetário europeu parece que está vacilante, mas tudo indica que a Ásia manterá o zumbido da economia global. Talvez.  A desaceleração do crescimento do Sul da Ásia ainda parece estar “boa”, mas vá mais para o norte e está começando a parecer. . . Europa, destaca artigo publicado na Forbes nesta segunda-feira. 

De acordo com a reportagem da Forbes, a China é o canudo de dimensões continentais que mexe a bebida do norte da Ásia. A economia chinesa está desacelerando rapidamente, agora bem abaixo de seu recente ritmo de dois dígitos. No ano passado, não conseguiu sequer crescer a alegada taxa de 7.8%. Estatísticas de energia elétrica, pesquisas de produção, índices de preços, resultados de empresas, e outros indicadores sugerem um crescimento em um único dígito baixo.  

A publicação destaca que o Japão é o sumidouro da região. No último trimestre, a economia encolheu 0,1% a partir de terceiro trimestre. Essa foi a terceira contração consecutiva trimestral. Segundo a Forbes, economistas esperavam uma expansão de 0,1% no período. Masaaki Shirakawa, diretor do Banco do Japão, disse neste mês que a economia de seu país estava em "estado grave". Todos, no entanto, estão esperando o melhor. "A economia do Japão parece estar saindo do fundo do poço", o Banco do Japão, o Banco Central, nos diz isso. E o mesmo acontece com o novo governo do primeiro-ministro Shinzo Abe. O ministro da Economia, Akira Amari, por exemplo, diz que o pacote de estímulo de Tóquio - 10.3 trilhões (ienes) de gastos - terá um efeito a partir de abril. Em cima disso, os analistas estão olhando para o crescimento global para tirar o Japão da recessão com exportações robustas. Talvez os compradores estrangeiros virão para o resgate, mas os números recém divulgados para o quarto trimestre não são animadores. As exportações do Japão caíram pelo sétimo mês seguido em dezembro, e o investimento empresarial caiu 2,6%. O único ponto brilhante para o Japão no último trimestre foi o consumo, mas os gastos pessoais não podem permanecer elevados se o resto da economia continua a se desintegrar. 

Depois há a Coreia do Sul. A quarta maior economia da Ásia cresceu 0,4% com ajuste sazonal em uma base trimestral no 4 º trimestre, de acordo com a Forbes. Isso foi uma melhoria no crescimento de 0,1% quatro trimestre, a taxa mais baixa em mais de três anos, mas o quarto trimestre foi, todavia, abaixo das estimativas de consenso. O quarto trimestre foi o sétimo consecutivo de crescimento, menos de 1%.  A Coréia do Sul, infelizmente, está se desacelerando rapidamente.  

De acordo com a Forbes é evidente que os tecnocratas em todo o Norte da Ásia estão olhando para os consumidores americanos para socorrê-los, e, a menos que os americanos atinjam os grandes caixas das lojas com o seu entusiasmo anterior, as economias do Norte da Ásia não vão crescer a média global de 2,2% como em 2012. O Norte da Ásia vai mesmo começar a assemelhar-se à zona do euro com problemas. Talvez já tenhamos visto o futuro do norte da Ásia. Esta seria a Alemanha de hoje, uma vez campeã exportadora, agora aos tropeços. Norte da Ásia? Essa é a nova Europa, encerra o artigo.

Tags: ÁSIA, crise, economia, Europa, Forbes

Compartilhe:

Postar um comentário

Faça login ou assine para comentar.