Jornal do Brasil

Quinta-feira, 23 de Maio de 2013

Economia

Governo tem investimentos garantidos até abril, diz ministra

Belchior: "O que temos de crédito liberados na MP é suficiente por no mínimo 4 meses"

Portal Terra

A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, descartou nesta quinta-feira (07) a edição de uma nova medida provisória (MP) para garantir investimentos no início de 2013, já que o Orçamento para este ano não foi aprovado no final de 2012, conforme esperado. Segundo Belchior, os recursos garantidos pela medida, de R$ 42,5 bilhões, serão suficientes para cobrir os investimentos previstos até abril, pelo menos.

Miriam Belchior descartou necessidade de edição de nova medida provisória
Miriam Belchior descartou necessidade de edição de nova medida provisória

"Estamos executando o duodécimo (valor permitido para gastos e custeio da máquina quando o Orçamento não é aprovado) e editamos a MP para garantir recursos para o início do ano. O que temos de crédito liberados na medida provisória é suficiente por no mínimo quatro meses, mas não acredito que vamos demorar tanto para aprovar o Orçamento", disse a ministra.

O presidente do Congresso, Renan Calheiros (PMDB-AL), convocou para o próximo dia 19 de fevereiro a sessão conjunta para que os parlamentares votem a peça orçamentária para este ano. No entanto, o governo enfrenta a resistência de partidos da oposição e da base, que entendem que é preciso votar antes os mais de três mil vetos presidenciais a projetos aprovados pelo Congresso que aguardam apreciação. Entre os itens que foram derrubados pelos presidentes, constam itens polêmicos do Código Florestal, da divisão dos recursos obtidos com a exploração do petróleo e da regulamentação da emenda 29.

A polêmica envolvendo a votação dos vetos e que culminou com o adiamento da aprovação do Orçamento para 2013 começou no final do ano passado, quando o Congresso terminou de votar a lei que divide os royalties do petróleo explorado no pré-sal. A presidente Dilma Rousseff, no entanto, não concordou com o dispositivo e o vetou ao sancionar a lei. Desagradados, parlamentares chegaram a se reunir em sessão conjunta para derrubar a proibição de Dilma.

No entanto, deputados e senadores do Rio de Janeiro (Estado produtor de petróleo que perderia com a derrubada do veto) recorreram ao Supremo Tribunal Federal para decidir a questão. O ministro Luiz Fux determinou, então, que o Congresso deveria analisar todos os vetos na ordem cronológica em que chegaram ao parlamento - alguns aguardam apreciação há mais de 12 anos.

Com a frustração na votação da matéria mais importante para o Palácio do Planalto, a presidente Dilma foi obrigada a editar medida provisória que libera recursos em investimentos - medida vetada quando o Orçamento não é votado. Quando a peça orçamentária para o ano seguinte não é aprovada a tempo pelo Congresso, o poder Executivo fica autorizado apenas a pagar despesas com pessoal, custeio da máquina e pagamento de investimentos já planejados e em execução, mas não é permitido fazer novos aportes.

Tags: deputados, derrubados, itens, JB, senadores

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