Jornal do Brasil

Sexta-feira, 24 de Maio de 2013

Economia

Confiança dos empresários paulistanos inicia o ano em queda

Agência IN

Os empresários do comércio paulistano estão menos confiantes em janeiro, segundo o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC), apurado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). No primeiro mês do ano, o indicador assinala queda de 5,1%, passando dos 120,1 pontos em dezembro para 114 pontos neste mês, em uma escala que varia de 0 a 200 pontos e denota otimismo quando acima dos 100 pontos.

Em janeiro, dois dos três itens que compõem o ICEC apresentaram retração. O Índice de Investimento do Empresário do Comércio (IIEC) teve declínio de 8,8% (102,1 pontos) e o Índice de Expectativa dos Empresários do Comércio (IEEC) apontou queda de 7,1% (141,5 pontos). A influência positiva ficou por conta do Índice das Condições Atuais do Empresário do Comércio (ICAEC), que registrou avanço de 2,2% em relação a dezembro, porém ainda dentro da zona de pessimismo com 98,4 pontos.

O IIEC no mês foi influenciado pelo quesito contratação de funcionários, que registrou expressiva retração de 18,8%. A categoria também foi puxada pela redução de 2,4% nos níveis de investimento das empresas. Em relação ao IEEC, todos os quesitos que integram o subíndice assinalaram percepções menos otimistas no primeiro mês do ano. Porém, a maior baixa apurada foi de 8,2% em relação às expectativas dos empresários em relação à economia brasileira. Por fim, o ICAEC foi influenciado positivamente pelo avanço de 3,7% na percepção dos comerciantes no que tange as condições atuais do próprio setor, bem como na alta de 3,2% na avaliação do cenário econômico.

Para a Assessoria Técnica da FecomercioSP, a queda do ICEC demonstra que, em termos gerais, os empresários estão mais cautelosos, uma vez que o início deste ano apresenta um quadro bem diferente do observado em janeiro de 2012. Naquele mês havia a nítida intenção do governo em estimular o consumo interno para evitar a desaceleração financeira. Neste ano, o empresariado do comércio sabe que os estímulos não continuarão, o que deve causar um arrefecimento do consumo de bens duráveis e, consequentemente, consolidar um panorama menos positivo nos primeiros meses de 2013.

Tags: . fecomercio, dados, economia, SP, varejo

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