Cenário externo influencia pregão nacional
O principal índice acionário da BM&FBovespa, o Ibovespa, oscila entre ganhos e perdas com investidores avaliando os balanços corporativos e dados econômicos mundiais . Há pouco, o índice, valorizava 0,40%, aos 59.571 pontos. O giro financeiro da bolsa marcava R$ 2.155 bilhões.
De acordo com relatório diário da Lerosa Investimentos, o reajuste dos combustíveis foi pequeno, tardio e ninguém acredita que teremos outros reajustes. Ou seja, a empresa continuará a satisfazer os interesses do governo em detrimento dos interesses dos minoritários. Esse intervencionismo tem um grande efeito secundário, aliado ao ruído no mercado de cambio e superávit primário: incerteza. E quando há incerteza, o setor privado não investe, a capacidade produtiva não se expande e ficamos presos à pressão inflacionária com qualquer incremento da renda. Não é por acaso que o Planalto praticamente implore aos empresários que façam sua parte, enquanto eles não fazem a deles. A bolsa espelha esse clima de frustração e segue sua trajetória de queda. Viveremos momentos melhores, pontuais, com compras de oportunidade pelo exagero no recuou de alguns ativos, mas recuperação efetiva e generalizada que é bom será difícil no curto prazo.
Entre os dados que influenciam negativamente está o banco espanhol Santander que anunciou um lucro anual de € 2,205 bilhões em 2012, uma queda de 59% em ritmo anual em consequência das reservas de capital realizadas para proteger a instituição da exposição ao setor imobiliário na Espanha.
Entre os dados da agenda econômica do Velho Continente, a taxa de desemprego bruto na Alemanha aumentou em janeiro a 7,4%, contra 6,7% em dezembro, informou a Agência para o Emprego.
Em Wall Street, foi divulgado que os pedidos iniciais de auxílio desemprego aumentaram em 38 mil na semana encerrada em 26 de janeiro. O número total de pedidos subiu para 368 mil, segundo os dados ajustados sazonalmente, divulgados hoje pelo Departamento do Trabalho. O número veio acima das expectativas dos analistas que esperavam 350 mil solicitações totais.
Por aqui, o Ibovespa, oscila entre ganhos e perdas em linha com o cenário externo. Há pouco, a bolsa brasileira operava com alta de 0,40%.
Abrindo a agenda de indicadores econômicos brasileiros, a confiança de serviços voltou a registrar avanços no primeiro mês do ano. Entre os meses de dezembro de 2012 e janeiro de 2013, o índice de Confiança de Serviços (ICS) registrou uma alta de 1,1%, ao passar de 123,3 pontos para 124,6 pontos, segundo dados apresentados pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
Em contrapartida, a taxa de desemprego recuou em dezembro. No último mês de 2012, a taxa de desocupação ficou em 4,6%, uma queda de 0,3 ponto percentual em relação ao resultado apurado em novembro quando registrou 4,9% e estável em relação a dezembro de 2011(4,7%), segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com esse resultado, a variação foi a menor taxa de toda a série histórica da Pesquisa Mensal de Emprego(PME), realizada nas regiões metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre.
Por outro lado, os brasileiros estão menos otimistas. O Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (INEC) caiu 0,9% em janeiro na comparação com dezembro de 2012, informa a pesquisa divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Entre as oscilações positivas em destaque na sessão estão os papéis da Hypermarcas (ON) que avançavam 3,30% e a Cia. Hering (ON) que apresentavam alta de 2,13%. Em contrapartida, entre os destaques negativos, estão os papéis da Brasil (ON), que recuavam 2,06% e a Lojas Renner (ON) que apresentavam revés de 1,75%.

