Ibovespa recua puxado por Petrobras e EUA
O principal índice acionário da BM&FBovespa, o Ibovespa, opera em queda refletindo as notícias envolvendo a Petrobras, que anunciou ontem um reajuste no preço do combustível, e também pelo número negativo do Produto Interno Bruto (PIB) norte-americano. Há pouco, o índice, desvalorizava 1,24%, aos 59.658 pontos. O giro financeiro da bolsa marcava R$ 2.575 bilhões.
Segundo relatório diário da Lerosa Investimentos, ontem as ações da Petrobras foram destaque de queda enquanto observava-se recuperação da Vale e siderúrgicas. Para hoje, o movimento pode ser o contrário. A melhora no caixa da empresa com o aumento dos combustíveis animará alguns, mas decepcionará outros, uma vez que a operação ainda é deficitária e deixa praticamente nula a possibilidade de novos aumentos nesse ano. O aumento já era aguardado por muitos, era uma questão de quando e não se haveria aumento. Enquanto isso, os ativos locais registram correlação alta com o movimento dos juros, uma vez que o foco no mercado interno é a inflação. E não temos nada a comemorar nesse quesito ainda. Os mercados externos estão colaborando fortemente nesse mês com a manutenção da precificação dos ativos nos atuais patamares. Qualquer realização por lá, pode ser determinante para que o Ibovespa retorne abaixo dos 59.500 pontos novamente. O cenário ainda não é promissor para ativos de risco no curto prazo.
Entre os dados da agenda global, a economia espanhola registrou contração de 1,37% em 2012, um dado melhor que o previsto pelo governo, apesar da recessão maior que o previsto no último trimestre, segundo dados provisórios publicados nesta quarta-feira, 30, pelo Instituto Nacional de Estatísticas (INE).
Em Wall Street, os dados da agenda norte-americana decepcionaram os investidores. Por lá, o Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos cresceu 2,2% no ano passado, contra 1,8% em 2011, segundo as estimativas do governo publicadas nesta quarta-feira. Mas, por outro lado, no último trimestre do ano passado, a economia retrocedeu 0,1%, aponta o governo, que informa que estas são estimativas baseadas em dados ainda incompletos e sujeitos a revisão.
Em contrapartida, as contratações se aceleraram no setor privado dos Estados Unidos no primeiro mês do ano, segundo pesquisa mensal sobre o emprego publicada pela empresa de serviços de informática ADP. As empresas privadas criaram em janeiro 192.000 empregos, o que representa uma alta do saldo líquido de contratações em relação a dezembro, quando registrou 185 mil empregos, segundo os dados da ADP.
Por aqui, o Ibovespa, recua puxado por Petrobras e EUA. Há pouco, a bolsa brasileira, recuava 1,24%.
Entre os dados que ganham destaque internamente, a Petrobras informou que haverá um reajuste nos preços de venda nas refinarias dos derivados da gasolina A e do Diesel, tendo um aumento de 6,6% e 5,4% respectivamente. Os novos valores passam a vigorar a partir de hoje, 30.
Na agenda foi divulgado que o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), usado para reajustar contratos de aluguel, variou 0,34%, em janeiro, segundo dados da Fundação Getulio Vargas (FGV). Em dezembro, o índice variou 0,68%. Em janeiro de 2012, a variação foi de 0,25%. Em 12 meses, o IGP-M variou 7,91%. Além disso, o Índice de Preços ao Produtor (IPP) variou 0,30% em dezembro em relação ao mês anterior, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Este resultado foi superior ao observado na comparação entre novembro e outubro (0,27%).
E finalizando as informações locais, pelo quarto mês consecutivo, a taxa de desemprego registrou leve queda, passando de 10% em novembro para 9,8% em dezembro, apontam a Fundação Estadual de Análise de Dados (Fundação Seade) e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
Entre as oscilações positivas em destaque na sessão estão os papéis da Oi (ON) que avançavam 3,97% e a Oi (PN) que apresentavam alta de 2,82%. Em contrapartida, entre os destaques negativos, estão os papéis da Gol (PN), que recuavam 7,20% e a LLX (ON) que apresentavam revés de 4,24%.

