EUA e Petrobras influenciam pregão global
As principais bolsas de valores mundiais operam em direções opostas com investidores atentos aos Estados Unidos, onde foi divulgado o Produto Interno Bruto (PIB) referente ao quarto trimestre de 2012. Além disso, hoje terminará a primeira reunião de 2013 do Federal Open Market Comitee (Fomc). Diante deste cenário, os índices europeus e as bolsas norte-americanas operam sem definir uma tendência.
Por outro lado, as bolsas asiáticas encerraram a sessão desta quarta-feira em alta, com destaque para o avanço dos índices acionários do Japão, puxados pela aposta em estímulos econômicos por parte do governo de premiê Shinzo Abe. A Bolsa de Tóquio encerrou a sessão de terça-feira em forte alta de 2,28%. O índice Nikkei ganhou 247,23 pontos, a 11.113,95 unidades.
Enquanto isso, na Europa, as bolsas operam em queda refletindo o anúncio do PIB menor no quarto trimestre de 2012. Há pouco, o CAC-40, de Paris, registrava perdas de 0,41%, aos 3.770 pontos. E o DAX, de Frankfurt, desvalorizava 0,47%, aos 7.811 pontos. E o índice FTSE-100, de Londres, operava com baixa de 0,17% aos 6.328 pontos.
Sem surpresas, a economia espanhola registrou contração de 1,37% em 2012, um dado melhor que o previsto pelo governo, apesar da recessão maior que o previsto no último trimestre, segundo dados provisórios publicados nesta quarta-feira, 30, pelo Instituto Nacional de Estatísticas (INE).
Em Wall Street, o clima não é diferente e bolsas seguem sem definir uma tendência. Minutos atrás, o índice Dow Jones perdia 0,01% aos 13.953 pontos; o S&P 500 tinha valorização de 0,04% a 1.508 pontos; e a bolsa eletrônica Nasdaq tinha alta de 0,27% aos 3.161 pontos.
Por lá, o Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos cresceu 2,2% no ano passado, contra 1,8% em 2011, segundo as estimativas do governo publicadas nesta quarta-feira. Mas, por outro lado, no último trimestre do ano passado, a economia retrocedeu 0,1%, aponta o governo, que informa que estas são estimativas baseadas em dados ainda incompletos e sujeitos a revisão.
Em contrapartida, as contratações se aceleraram no setor privado dos Estados Unidos no primeiro mês do ano, segundo pesquisa mensal sobre o emprego publicada pela empresa de serviços de informática ADP. As empresas privadas criaram em janeiro 192.000 empregos, o que representa uma alta do saldo líquido de contratações em relação a dezembro, quando registrou 185 mil empregos, segundo os dados da ADP.
Por aqui, o Ibovespa, recua puxado por Petrobras e EUA. Há pouco, a bolsa brasileira, recuava 1,24%.
Entre os dados que ganham destaque internamente, a Petrobras informou que haverá um reajuste nos preços de venda nas refinarias dos derivados da gasolina A e do Diesel, tendo um aumento de 6,6% e 5,4% respectivamente. Os novos valores passam a vigorar a partir de hoje, 30.
Na agenda foi divulgado que o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), usado para reajustar contratos de aluguel, variou 0,34%, em janeiro, segundo dados da Fundação Getulio Vargas (FGV). Em dezembro, o índice variou 0,68%. Em janeiro de 2012, a variação foi de 0,25%. Em 12 meses, o IGP-M variou 7,91%.
Além disso, o Índice de Preços ao Produtor (IPP) variou 0,30% em dezembro em relação ao mês anterior, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Este resultado foi superior ao observado na comparação entre novembro e outubro (0,27%).
E finalizando as informações locais, pelo quarto mês consecutivo, a taxa de desemprego registrou leve queda, passando de 10% em novembro para 9,8% em dezembro, apontam a Fundação Estadual de Análise de Dados (Fundação Seade) e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
Na renda fixa, os juros futuros operam em alta. Instantes atrás, o contrato de depósito interfinanceiro, com vencimento em janeiro de 2015, o mais negociado, apresentava taxa anual de 7,90%. Já o dólar opera com ganhos de 0,35%. Há pouco, o dólar era vendido a R$ 1,993.

