Bolsas devem recuar com investidores de olho nos EUA
As principais bolsas de valores mundiais devem apresentar perdas nesta quarta-feira, 16, influenciadas por dados corporativos e números da agenda econômica. Diante deste cenário, os índices europeus e o indicador futuro das bolsas norte-americanas operam em queda.
Enquanto isso, na Ásia, as bolsas fecharam o pregão em queda, com Japão liderando as perdas do dia, em um movimento de ajuste intensificado pela apreciação do iene. “Vale mencionar ainda a divulgação de recuo mais intenso do que o esperado no investimento estrangeiro direto na China, que encerrou o ano com queda de 3,7% em 2012, contribuindo para retração dos mercados acionários da região”, ressaltou Octavio de Barros, diretor de pesquisas e estudos econômicos do Bradesco.
Já na Europa, as bolsas operam em baixa pela quinta sessão consecutiva com investidores analisando as declarações do premiê de Luxemburgo, Jean-Claude Juncker. Na noite da última terça-feira, 15, Juncker alertou o mercado que a apreciação do euro é uma ameaça para a recuperação da região.
Há pouco, o CAC-40, de Paris, registrava perdas de 0,11%, aos 3.693 pontos. E o DAX, de Frankfurt, desvalorizava 0,12%, aos 7.666 pontos. E o índice FTSE-100, de Londres, apresentava baixa de 0,35% aos 6.095 pontos.
Entre os dados da agenda do Velho Continente, foi divulgado que o índice de preços ao consumidor (CPI,na sigla em inglês) dos 17 países que compõem a zona do euro registrou alta de 0,4% em dezembro na comparação com o mês anterior. As informações foram divulgadas hoje, 16, pelo Eurostat, agência de estatísticas da região.
Em Wall Street, o indicador futuro das bolsas norte-americanas aponta para uma abertura em campo negativo com investidores no aguardo os resultados corporativos referentes ao último trimestre de 2012. Além disso, números da agenda econômica local devem influenciar o pregão.
Por outro lado, o principal economista do Banco Mundial criticou os "incêndios orçamentários" que ocorreram recentemente nos Estados Unidos e pediu para o país encontrar "materiais não inflamáveis" e mudanças estruturais para repensar sua economia. "É hora de os Estados Unidos deixarem de lutar contra cada incêndio orçamentário que é declarado e consagrarem mais esforços a tentar descobrir os materiais não inflamáveis, ou seja, realizar reformas estruturais", declarou Kaushik Basun em uma conferência telefônica dedicada à apresentação de novas projeções da economia global do Banco Mundial.
Já no Brasil, o Ibovespa, deverá acompanhar o ambiente externo.
Abrindo a agenda de indicadores econômicos brasileiros, o Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) referente a semana de 15 de janeiro de 2013 apresentou variação de 0,89%, 0,12 ponto percentual (p.p.) acima da taxa registrada na última divulgação, segundo dados da Fundação Getulio Vargas (FGV).
Já a atividade econômica registrou avanços de 0,40% em novembro com relação ao mês imediatamente anterior, na série dessazonalizada, de acordo com informações divulgadas hoje, 16, através do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br).
Para finalizar, no mercado de câmbio, o dólar, o iene japonês e franco suíço devem se valorizar em relação às demais moedas internacionais, sinalizando maior percepção de risco. “O real deve mostrar depreciação”, finalizou o diretor.

