Jornal do Brasil

Sábado, 25 de Maio de 2013

Economia

Bolsas devem recuar com investidores de olho nos EUA

Agência IN

As principais bolsas de valores mundiais devem apresentar perdas nesta quarta-feira, 16, influenciadas por dados corporativos e números da agenda econômica. Diante deste cenário, os índices europeus e o indicador futuro das bolsas norte-americanas operam em queda.

Enquanto isso, na Ásia, as bolsas fecharam o pregão em queda, com Japão liderando as perdas do dia, em um movimento de ajuste intensificado pela apreciação do iene. “Vale mencionar ainda a divulgação de recuo mais intenso do que o esperado no investimento estrangeiro direto na China, que encerrou o ano com queda de 3,7% em 2012, contribuindo para retração dos mercados acionários da região”, ressaltou Octavio de Barros, diretor de pesquisas e estudos econômicos do Bradesco.

Já na Europa, as bolsas operam em baixa pela quinta sessão consecutiva com investidores analisando as declarações do premiê de Luxemburgo, Jean-Claude Juncker. Na noite da última terça-feira, 15, Juncker alertou o mercado que a apreciação do euro é uma ameaça para a recuperação da região.

Há pouco, o CAC-40, de Paris, registrava perdas de 0,11%, aos 3.693 pontos. E o DAX, de Frankfurt, desvalorizava 0,12%, aos 7.666 pontos. E o índice FTSE-100, de Londres, apresentava baixa de 0,35% aos 6.095 pontos.

Entre os dados da agenda do Velho Continente, foi divulgado que o índice de preços ao consumidor (CPI,na sigla em inglês) dos 17 países que compõem a zona do euro registrou alta de 0,4% em dezembro na comparação com o mês anterior. As informações foram divulgadas hoje, 16, pelo Eurostat, agência de estatísticas da região.

Em Wall Street, o indicador futuro das bolsas norte-americanas aponta para uma abertura em campo negativo com investidores no aguardo os resultados corporativos referentes ao último trimestre de 2012. Além disso, números da agenda econômica local devem influenciar o pregão.

Por outro lado, o principal economista do Banco Mundial criticou os "incêndios orçamentários" que ocorreram recentemente nos Estados Unidos e pediu para o país encontrar "materiais não inflamáveis" e mudanças estruturais para repensar sua economia. "É hora de os Estados Unidos deixarem de lutar contra cada incêndio orçamentário que é declarado e consagrarem mais esforços a tentar descobrir os materiais não inflamáveis, ou seja, realizar reformas estruturais", declarou Kaushik Basun em uma conferência telefônica dedicada à apresentação de novas projeções da economia global do Banco Mundial.

Já no Brasil, o Ibovespa, deverá acompanhar o ambiente externo.

Abrindo a agenda de indicadores econômicos brasileiros, o Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) referente a semana de 15 de janeiro de 2013 apresentou variação de 0,89%, 0,12 ponto percentual (p.p.) acima da taxa registrada na última divulgação, segundo dados da Fundação Getulio Vargas (FGV).

Já a  atividade econômica registrou avanços de 0,40% em novembro com relação ao mês imediatamente anterior, na série dessazonalizada, de acordo com informações divulgadas hoje, 16, através do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br).

Para finalizar, no mercado de câmbio, o dólar, o iene japonês e franco suíço devem se valorizar em relação às demais moedas internacionais, sinalizando maior percepção de risco. “O real deve mostrar depreciação”, finalizou o diretor.

Tags: Bolsas, economia, mercado, Mundo, queda

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