Jornal do Brasil

Quinta-feira, 23 de Maio de 2013

Economia

BC mantém Selic a patamar mínimo, de 7,25%, pela 2ª vez

Portal Terra

Após dez cortes seguidos na taxa básica de juros (Selic) entre 2012 e 2011, o Banco Central anunciou nesta quarta-feira a manutenção do índice em 7,25% ao ano. Essa é a segunda manutenção consecutiva - a última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de 2012 também manteve a Selic estável. A taxa básica de juros está em seu menor patamar histórico, valor que está vigente desde outubro do ano passado, quando houve o último corte do BC e a Selic passou de 7,5% para 7,25% ao ano.

Segundo a nota divulgada pelo Banco Central, foram considerados os riscos para a inflação, "que apresentou piora no curto prazo, a recuperação da atividade doméstica, menos intensa do que o esperado, e a complexidade que ainda envolve o ambiente internacional". O Comitê informou também que entende que a estabilidade das condições monetárias "por um período de tempo suficientemente prolongado" é a estratégia mais adequada para garantir a convergência da inflação para a meta.

A manutenção vem de encontro com o que especialistas e mercado apontavam, já que o recuo nas estimativas de crescimento do País neste ano até poderia autorizar um novo corte, mas a expectativa de elevação da inflação recomenda comportamento "cauteloso" da autoridade monetária.

A expectativa de analistas é que a taxa básica permaneça no patamar de 7,25% ao ano pelo menos no primeiro semestre de 2013, com possibilidade de baixar a 7%, no segundo semestre, se a economia não der sinais de crescimento. Em caso de reativação da atividade econômica, a projeção é que a taxa será mantida em 7,25% até o fim do ano, considerando-se um cenário no com crescimento do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e riquezas produzidos pelo País) na faixa de 3%, inflação anual até 5,25% e câmbio na faixa de R$ 2 a R$ 2,10 ao longo do ano.

Em 2012, o Copom reduziu a Selic em 3,75 pontos percentuais. Em agosto de 2011, quando a Selic estava em 12,5% ao ano, o Copom deu início ao processo de afrouxamento da política monetária para dar força à economia nacional - impactada pelo desempenho frágil do crescimento mundial.

O Copom reduz a Selic para estimular a atividade econômica. No sentido oposto, a taxa é elevada quando a autoridade monetária avalia que a economia está muito aquecida, com alta dos preços. Então, o Copom sobe a taxa para incentivar a poupança, desestimular o consumo e segurar a inflação.

Tags: copom, de, economia, empréstimo, fazenda, Juros, negócios, selic, taxa

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