Jornal do Brasil

Terça-feira, 21 de Maio de 2013

Economia

Cautela deve dominar pregão nesta terça-feira

Agência IN

Investidores mundiais devem operar com cautela nesta terça-feira, 15, avaliando as discussões para aprovação da elevação do limite da dívida pública federal. Diante deste cenário, os índices europeus e o indicador futuro das bolsas norte-americanas operam em direções opostas.

Após evitar o chamado “abismo fiscal” na virada do ano, o discurso do governo norte-americano segue as discussões para aprovação da elevação do limite da dívida pública federal. “A nova previsão da Casa Branca é que esse limite, atualmente em US$ 16,4 trilhões, deva ser superado entre meados de fevereiro e início de março, conforme carta enviada ontem ao Congresso e assinada pelo secretário Timothy Geithner. Uma data mais acurada será encaminhada em breve ao Congresso, dadas as dúvidas quanto ao início da temporada de arrecadação de impostos. Também em discurso ontem, o presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, deu foco ao tema, afirmando que os parlamentares tomarão as medidas necessárias para elevar o teto da dívida do governo federal. Bernanke também destacou que aumentar o limite de endividamento não equivale à geração de gastos adicionais, apenas oferece ao governo a capacidade de pagar a dívida já existente. Em breve, o Congresso e a Casa Branca devem iniciar novas negociações sobre o limite da dívida federal e os cortes de gastos adiados temporariamente até fevereiro, sendo que acreditamos que um acordo deva ser alcançado, postergando para os próximos anos um ajuste fiscal mais significativo”, disse Octavio de Barros, diretor de pesquisas e estudos econômicos do Bradesco.

Enquanto isso, na Ásia, as bolsas encerraram o dia em alta, estendendo um movimento que já dura três meses, em reflexo da melhora da economia chinesa. Após ficar fechado ontem devido a um feriado local, o mercado japonês também encerrou o pregão com variação positiva, acompanhando declarações do presidente do banco central do país, dizendo que irá adotar medidas de estímulo monetário poderosas.  A Bolsa de Tóquio encerrou sua sessão desta terça-feira em alta de 1,26%, terminando o dia em seu nível mais alto desde o fim de abril de 2010. Ao fim do dia, o índice Nikkei dos 225 principais valores registrou um aumento de 77,51 pontos, a 10.879,08 pontos.

Por outro lado, as bolsas europeias operam em baixa, após o secretário do tesouro norte-americano, Timothy Geithner, dizer que o teto do endividamento deve ser atingido já em fevereiro caso o congresso não chegue a um acordo. Há pouco, o CAC-40, de Paris, registrava perdas de 0,21%, aos 3.700 pontos. E o DAX, de Frankfurt, desvalorizava 0,35%, aos 7.702 pontos. E o índice FTSE-100, de Londres, apresentava baixa de 0,08% aos 6.103 pontos.

Na agenda de indicadores, foi divulgado que o crescimento do PIB alemão desacelerou em 2012. O Produto Interno Bruto (PIB) da Alemanha, principal economia da Eurozona, cresceu 0,7% em 2012, em uma clara desaceleração em relação aos 3% registrados em 2011, em um contexto marcado por uma recessão na Eurozona, segundo números provisórios publicados nesta terça-feira, 15, pelo escritório federal de estatísticas Destatis.

No mesmo sentido, o Índice de Preços ao Produtor (PPI, na sigla em inglês) do Reino Unido recuou 0,1% em dezembro frente ao mês anterior, segundo informou hoje, 15, o Office for National Statistics, agência de estatística do país. Por outro lado, em dezembro, o Índice dos Preços ao Consumidor (IPC) de Reino Unido apontou alta de 0,5% em comparação com o mês anterior que obteve alta de 0,2%.Contudo, a balança comercial da Zona do Euro referente ao mês de novembro registrou um superávit de € 13,7 bilhões. As informações foram publicadas hoje pelo Escritório Nacional de Estatísticas (ONS, na sigla em inglês).

E finalizando as informações da região, a inflação espanhola se manteve elevada em dezembro, em 3%, segundo cifras definitivas publicadas nesta terça-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).Em Wall Street, o indicador futuro das bolsas norte-americanas aponta para uma abertura em queda em decorrência das preocupações com as negociações da dívida nos EUA. Mas, investidores devem avaliar os dados da agenda econômica estadunidense.

Contribuindo para o mau humor local, a agência de classificação financeira Fitch ameaçou nesta terça-feira degradar a nota de crédito dos Estados Unidos, atualmente a melhor (AAA), se não houver um acordo no Congresso para aumentar o teto da dívida. "O fracasso na hora de aumentar o teto da dívida em seu devido tempo provocará um exame formal das classificações soberanas dos Estados Unidos", advertiu a Fitch.

Por aqui, o Ibovespa, deverá acompanhar o cenário externo.

Abrindo a agenda de indicadores brasileiros, em novembro de 2012, o comércio varejista do país apresentou variação positiva de 0,3% para o volume de vendas e 0,8% para a receita nominal de vendas, taxas estas em relação ao mês anterior, ajustadas sazonalmente, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para Barros,no mercado de câmbio, destaque para o iene, que avança frente ao dólar, após o ministro da economia japonês declarar que o enfraquecimento excessivo da moeda pode pressionar o preço dos produtos importados. “O real, porém, deve acompanhar a tendência do euro, que perde valor frente à moeda norte-americana nesta manhã”, finalizou o diretor.

Tags: Bolsas, economia, mercado, mundiais, queda

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