Bolsas operam sem definir tendência de olho nos EUA
As principais bolsas de valores mundiais não definem tendência, com os investidores no aguardo dos resultados financeiros norte-americanos e avaliando as declarações do presidente do Fed de Chicago, Charles Evans.
A afirmação feita hoje pelo presidente do Fed de Chicago, Charles Evans, defendendo a importância da política monetária do Banco Central dos Estados Unidos ganha destaque no mercado internacional.
Enquanto isso, as bolsas chinesas mostraram alta importante nesta segunda-feira, após anúncio do órgão regulador autorizando aumento das cotas de investimento estrangeiro.
No Velho Continente, as bolsas europeias apresentam movimentos opostos com investidores avaliando os dados locais e as afirmações de Evans. Há pouco, o CAC-40, de Paris, registrava ganhos de 0,31%, aos 3.717 pontos. E o DAX, de Frankfurt, valorizava 0,34%, aos 7.742 pontos. E o índice FTSE-100, de Londres, apresentava baixa de 0,04% aos 6.118 pontos. Na agenda local, foi divulgado que a produção industrial da Zona do Euro caiu 0,3% em novembro se comparado com outubro de 2012, segundo a agência de estatísticas da região, a Eurostat. Na União Europeia o recuo também foi de 0,3%. O número veio abaixo do esperado por analistas que era 0,1%. Em outubro, a produção industrial diminuiu 1% na Zona do Euro e 0,8% na UE. Já na comparação anual, a produção industrial caiu 3,7% na Zona Euro e 3,3% na UE.
No mesmo sentido, a produção industrial da Itália recuou 1% em novembro na comparação com o mês anterior quando registrou 1,1%, segundo a agência de estatísticas da região, a Istat. O número veio abaixo do esperado por analistas que era 0,0%. Na comparação anual, a produção industrial caiu 7,6%. Já no período de janeiro a novembro de 2012, a variação percentual foi de -6,6% em comparação com o mesmo período de 2011.
Além de todo esse cenário, houve uma nova redução da dívida dos bancos espanhóis com o Banco Central Europeu (BCE). A dívida líquida dos bancos espanhóis com o BCE caiu em dezembro pelo quarto mês consecutivo a € 313,109 bilhões, informou nesta segunda-feira, 14, o Banco da Espanha. Esta redução é uma amostra do relaxamento dos mercados, embora a dívida ainda seja elevada.
Em Wall Street, bolsas operam em queda a espera do discurso de Ben Bernanke, presidente do Federal Reserve. Minutos atrás, o índice Dow Jones perdia 0,05% aos 13.481 pontos; o S&P 500 tinha desvalorização de 0,15% a 1.469 pontos; e a bolsa eletrônica Nasdaq tinha queda de 0,23% aos 3.118 pontos.
Por aqui, o Ibovespa, opera com avanços. Há pouco, a bolsa brasileira, registrava alta de 1,13%.
E abrindo a agenda de indicadores brasileiros, o boletim Focus, divulgado pelo Banco Central (BC) apontou divergências na projeção dos analistas do mercado financeiro para o desempenho da economia brasileira em 2013 e 2014. Com isso, na medição, a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) nacional para 2014 saiu dos 3,75% para os 3,60%. Já para este ano, o prognóstico do PIB ficou em 3,20%.
Finalizando as informações locais, o Índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade (IPC-3i), que mede a variação da cesta de consumo de famílias majoritariamente compostas por indivíduos com mais de 60 anos de idade, registrou no quarto trimestre de 2012, variação de 1,59%, segundo dados da Fundação Getulio Vargas (FGV). Em 12 meses, o IPC-3i acumula alta de 5,82%. Com este resultado, a variação do indicador superou a taxa acumulada pelo IPC-BR, que foi de 5,74%, no mesmo período.
No front corporativo, destaque para a Embraer que lidera as altas das ações. A companhia divulgou que entregou 23 jatos comerciais e 53 executivos durante o quarto trimestre de 2012 (4T12), encerrando o ano com 106 aviões entregues para o mercado de aviação comercial e 99 para o de aviação executiva. A carteira de pedidos firmes a entregar (backlog) fechou o ano em USD 12,5 bilhões.
Na renda fixa, os juros futuros operam em queda. Instantes atrás, o contrato de depósito interfinanceiro, com vencimento em janeiro de 2015, o mais negociado, apresentava taxa anual de 7,70%.
Já o dólar opera com perdas de 0,10%. Há pouco, o dólar era vendido a R$ 2,033.

