Fecomércio: brasileiros estão menos endividados e com mais contas em dia
O brasileiro está controlando melhor seu orçamento, revela a pesquisa nacional Perfil Econômico do Consumidor (PEC), da Fecomércio-RJ em parceria com a Ipsos. Segundo o levantamento, 40% dos consumidores pagavam algum tipo de parcelamento em dezembro, percentual ligeiramente abaixo aos dos últimos anos.
Além disso, a taxa de inadimplência também registrou queda: 12% dos brasileiros estavam com alguma prestação atrasada, a menor percentagem da série para o mês de dezembro.
Segundo o superintende de Economia e Pesquisas da Fecomércio-RJ, João Carlos Gomes, o percentual de financiamento vem se mantendo no mesmo nível nos últimos anos. Este comportamento vai ao encontro de outros indicadores, como o consumo das famílias do IBGE com nove anos seguidos de crescimento.
“A grande novidade fica por conta da inadimplência que chegou a atingir 22% em 2010 e caiu para 12% no final de 2012, uma queda de 10 pontos percentuais. O movimento afasta, mais uma vez, as análises sobre este tema e coloca bases fortes para a tendência sobre o consumo deste ano”, ressalta.
Em relação ao tipo de parcelamento que está sendo pago, o carnê lidera o ranking com 58%, seguido por cartão de crédito, opção de 25% dos entrevistados que escolheram parcelar. Os empréstimos em financeiras e em bancos registraram alta em dezembro, em comparação com o mesmo mês de 2011: passaram de 4% para 7% e de 3% para 5%, respectivamente. O financiamento habitacional também aumentou (de 1% para 2%, na comparação interanual).
Comprar artigos de vestuário foi a principal razão para o pagamento dos parcelamentos (26%), seguida por aquisição de eletrodoméstico (20%), eletrônico (18%), veículo (17%) e móvel (14%). O pagamento de dívidas e a compra de alimentos ficaram com 6%. Logo em seguida vieram a reforma da casa (5%) e a aquisição de imóvel (3%). A opção “outros” foi escolhida por 7% dos entrevistados que estão pagando parcelamentos.
Em relação ao orçamento familiar, 60% dos entrevistados disseram que não iria sobrar e nem faltaria dinheiro após o pagamento de todas as despesas em dezembro. Para 25% sobraria, ao passo que 14% terminariam o mês com falta. Entre os que terão sobra de dinheiro, 31% disseram que vão guardar para gastar no futuro, 24% gastarão com alimentação, 17% vão poupar para alguma necessidade futura, 8% pretendem gastar com lazer e 6% devem pagar uma conta ou prestação.
A pesquisa foi realizada com mil entrevistados em 70 cidades, incluindo nove regiões metropolitanas.
