Emprego industrial tem variação nula em novembro
Na comparação com igual mês do ano anterior, houve queda de 1,0%, 14º resultado negativo
Em novembro de 2012, o total do pessoal ocupado assalariado na indústria mostrou variação nula (0,0%) frente ao mês imediatamente anterior, na série livre de influências sazonais, após registrar -0,1% em agosto, -0,3% em setembro e 0,4% em outubro, segundo o IBGE.
Ainda na série com ajuste sazonal, o índice de média móvel trimestral repetiu no trimestre encerrado em novembro (0,0%) o patamar dos meses de outubro, setembro e agosto, após comportamento predominantemente negativo entre outubro de 2011 e julho de 2012.
Na comparação com igual mês do ano anterior, o emprego industrial mostrou queda de 1,0% em novembro de 2012, 14º resultado negativo consecutivo nesse tipo de confronto, mas o menos intenso desde fevereiro último (-0,8%). No índice acumulado nos 11 meses de 2012, o total do pessoal ocupado assalariado recuou 1,4% frente a igual período do ano anterior.
A taxa anualizada, indicador acumulado nos últimos 12 meses, ao passar de -1,2% em outubro para -1,3% em novembro, prosseguiu com a trajetória descendente iniciada em fevereiro de 2011 (3,9%).
No confronto com novembro de 2011, o emprego industrial recuou 1,0% em novembro último, com redução do contingente de trabalhadores em dez dos 14 locais pesquisados. O principal impacto negativo foi observado na região Nordeste (-4,0%), pressionado pelas taxas negativas em 12 dos 18 setores investigados, especialmente nas indústrias de alimentos e bebidas (-4,5%), refino de petróleo e produção de álcool (-21,0%), vestuário (-6,6%), calçados e couro (-3,5%), indústrias extrativas (-9,7%) e têxtil (-5,7%).
Resultados negativos também foram assinalados no Rio Grande do Sul (-3,6%), Pernambuco (-6,7%), Rio de Janeiro (-2,7%) e São Paulo (-0,3%).
O primeiro foi influenciado pela queda nos setores de calçados e couro (-11,7%), borracha e plástico (-10,4%), meios de transporte (-5,5%) e vestuário (-17,6%). Pernambuco teve perda em alimentos e bebidas (-11,7%). A indústria fluminense foi pressionada pelas reduções em vestuário (-18,0%), alimentos e bebidas (-7,6%), papel e gráfica (-11,9%), minerais não metálicos (-11,5%) e outros produtos da indústria de transformação (-11,0%). São Paulo mostrou recuo nos setores têxtil (-12,6%), meios de transporte (-5,9%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-7,2%), produtos de metal (-6,7%) e vestuário (-9,2%).
Já o Paraná (1,1%) apontou a principal contribuição positiva, com destaque para os setores de alimentos e bebidas (7,1%) e de máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (10,6%).
Setorialmente, o pessoal ocupado assalariado recuou em dez dos 18 ramos pesquisados. As pressões negativas mais intensas vieram de vestuário (-9,9%), têxtil (-6,9%), meios de transporte (-3,7%), calçados e couro (-5,6%), outros produtos da indústria de transformação (-3,8%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-3,0%), madeira (-6,6%) e papel e gráfica (-2,7%). O maior impacto positivo veio de alimentos e bebidas (5,0%).
No índice acumulado nos 11 meses de 2012, o emprego industrial permaneceu em queda (-1,4%), com taxas negativas em 12 dos 14 locais e em 14 dos 18 setores investigados. São Paulo (-2,8%) apontou o principal impacto negativo, seguido da região Nordeste (-2,6%), Rio Grande do Sul (-1,7%), Santa Catarina (-1,2%), Ceará (-2,6%) e Bahia (-2,6%). Paraná (2,4%) e Minas Gerais (0,9%) exerceram as pressões positivas no índice acumulado no ano.
Setorialmente, as contribuições negativas mais relevantes vieram de vestuário (-8,9%), calçados e couro (-6,2%), têxtil (-5,7%), produtos de metal (-3,4%), papel e gráfica (-3,7%), madeira (-8,0%), outros produtos da indústria de transformação (-2,8%) e metalurgia básica (-3,6%), enquanto os setores de alimentos e bebidas (3,9%), máquinas e equipamentos (1,2%) e indústrias extrativas (3,9%) responderam pelas principais influências positivas.
