Jornal do Brasil

Segunda-feira, 20 de Maio de 2013

Economia

Decisões na Europa devem dar ritmo às bolsas mundiais

Agência IN

As principais bolsas de valores só devem definir uma tendência clara após o anúncio da decisão de política monetária na Europa. Diante deste cenário, os índices europeus e o indicador futuro das bolsas norte-americanas operam de lado. Por aqui, o Ibovespa, deverá apresentar ganhos em dia onde a situação energética volta a ganhar destaque.

Enquanto isso, as principais bolsas asiáticas fecharam em alta nesta quinta-feira, impulsionadas por um avanço maior do que o esperado tanto nas exportações quanto nas importações chinesas em dezembro. Exibindo sinais mais fortes da demanda externa, o desempenho das exportações chinesas surpreenderam positivamente em dezembro, crescendo 14,1% na comparação com o mesmo mês de 2011, ante alta de 5% esperada pelo mercado e avançando em relação à expansão registrada em novembro (2,9%). As importações, na mesma direção, mostraram elevação de 6%, acima do esperado (3,5%) e do verificado no mês anterior, quando tinham ficado estáveis. Com isso, o saldo da balança comercial chegou a 31,6 bilhões em dezembro, encerrando 2012 com superávit de US$ 231 bilhões, com ganho ante 2011 (US$ 158 bilhões).

Por outro lado, a Bolsa de Tóquio fechou o pregão com alta de 0,70%, após uma sessão de intensa atividade na qual os investidores, encorajados pelo enfraquecimento do iene, se voltaram para a compra de ações de empresas exportadoras japonesas. O índice Nikkei dos 225 principais valores ganhou 74,07 pontos e fechou em 10.652,64 pontos.

Já na Europa, as bolsas operam próximas da estabilidade, antes do anúncio de decisão de política monetária na Área do Euro e no Reino Unido. Há pouco, o CAC-40, de Paris, registrava perda de 0,21%, aos 3.709 pontos. E o DAX, de Frankfurt, valorizava 0,22%, aos 7.737 pontos. E o índice FTSE-100, de Londres, apresentava alta de 0,08% aos 6.103 pontos.

Sem uma agenda de destaque no Velho Continente, os investidores devem ficar atentos ao discurso do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, que deverá revelar se terá mais cortes nas taxas de juros em depósitos.  

Em Wall Street, o indicador futuro das bolsas norte-americanas aponta para uma abertura em campo positivo. Mas, investidores devem acompanhar a divulgação dos pedidos iniciais de auxilio desemprego semanal e a publicação dos Estoques do atacado de novembro.

Por aqui, o Ibovespa, deverá operar com ganhos em meio as notícias referentes ao setor energético brasileiro. Ontem, 09, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou que não há risco de um novo racionamento e que o desconto de 20% na conta de luz começará a ser aplicado em fevereiro.

Abrindo a agenda de indicadores brasileiros, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), na cidade de São Paulo, registrou avanços e ficou em 0,86% na primeira prévia de janeiro, ante 0,78% registrados na semana anterior.

Indo de encontro ao indicador anterior, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que tem por objetivo medir a inflação de um conjunto de produtos e serviços comercializados no varejo, subiu 0,79% em dezembro, ficando acima da taxa de novembro (0,60%) em 0,19 ponto percentual. Diante deste cenário, o número apresentado é o maior IPCA mensal desde março de 2011, quando atingiu a mesma taxa de 0,79%, e o maior índice dos meses de dezembro desde 2004, quando a taxa foi de 0,86%. Com isto, o ano de 2012 fechou em 5,84%, abaixo dos 6,50% relativos ao ano anterior. Em dezembro de 2011 a taxa havia ficado em 0,50%.

Para finalizar, no mercado de câmbio, as principais moedas mundiais devem se valorizar em relação ao dólar.

Tags: alta, Bolsas, dados, economia, mercado

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