IGP-DI sofre alta em dezembro
O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) variou 0,66%, em dezembro. A variação registrada em novembro foi de 0,25%. Em dezembro de 2011, a variação foi de -0,16%. No acumulado de 2012, entre janeiro e dezembro, o IGP-DI variou 8,10%, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV). O IGP-DI é calculado com base nos preços coletados entre os dias 1º e 31 do mês de referência.
O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) registrou variação de 0,74%. No mês anterior, a taxa foi de 0,16%. O índice relativo a Bens Finais apresentou variação de 0,88%. No mês anterior, a taxa foi de -0,05%. O principal responsável por esta aceleração foi o subgrupo alimentos in natura, cuja taxa passou de -1,48% para 5,41%. O índice de Bens Finais (ex), que resulta da exclusão de alimentos in natura e combustíveis, registrou variação de 0,41%, ante 0,09%, no mês anterior.
O índice do grupo Bens Intermediários apresentou taxa de variação de 0,59%, ante 0,21%, no mês anterior. O principal responsável por este avanço foi o subgrupo materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa de variação passou de 0,23% para 0,97%. O índice de Bens Intermediários (ex), calculado após a exclusão de combustíveis e lubrificantes para a produção, apresentou variação de 0,73%. No mês anterior, a variação foi de 0,28%.
No estágio das Matérias-Primas Brutas, a taxa de variação passou de 0,34%, em novembro, para 0,78%, em dezembro. Os destaques no sentido ascendente foram: minério de ferro (-2,25% para 0,96%), aves (3,11% para 8,10%) e laranja (0,92% para 15,41%). Em sentido descendente, vale mencionar: bovinos (1,71% para -2,60%), milho (em grão) (6,36% para 3,47%) e arroz (em casca) (0,23% para -3,71%).
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou variação de 0,66%, em dezembro, ante 0,45%, no mês anterior. Quatro das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram acréscimo em suas taxas de variação. A contribuição de maior magnitude para o avanço da taxa do índice partiu do grupo Alimentação (0,53% para 1,26%). Nesta classe de despesa, vale mencionar o comportamento do item hortaliças e legumes, cuja taxa passou de -9,43% para 2,91%.
Também apresentaram acréscimo em suas taxas de variação os grupos: Transportes (0,03% para 0,33%), Despesas Diversas (0,34% para 1,60%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,42% para 0,50%). Os itens que contribuíram para estes movimentos foram: tarifa de táxi (0,00% para 8,54%), cigarros (0,60% para 3,85%) e salão de beleza (0,97% para 1,36%), nesta ordem.
Em contrapartida, registraram decréscimo em suas taxas de variação os grupos: Habitação (0,59% para 0,42%), Vestuário (1,02% para 0,60%), Educação, Leitura e Recreação (0,72% para 0,64%) e Comunicação (0,04% para 0,03%). Para estas classes de despesa, vale citar o comportamento dos preços dos itens: tarifa de eletricidade residencial (2,10% para 0,87%), roupas (0,98% para 0,73%), salas de espetáculo (0,66% para -0,01%) e tarifa de telefone móvel (0,57% para 0,04%), respectivamente.
O núcleo do IPC registrou variação de 0,47%, em dezembro. Em novembro, a taxa foi de 0,46%. Dos 85 itens componentes do IPC, 44 foram excluídos do cálculo do núcleo. Destes, 17 apresentaram taxas abaixo de 0,07%, linha de corte inferior, e 27 registraram variações acima de 0,79%, linha de corte superior. Em dezembro, o índice de difusão, que mede a proporção de itens com taxa de variação positiva, foi de 70,71%, ante 65,09%, no mês anterior.
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou, em dezembro, taxa de variação de 0,16%, abaixo do resultado do mês anterior, de 0,33%. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de 0,19%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,25%. O índice que representa o custo da Mão de Obra variou 0,13%, em dezembro. Na apuração referente ao mês anterior, o índice variou 0,41%.

