Paris - A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), em relatório divulgado na manhã de hoje, expressou preocupação com os desdobramentos da crise econômica na Europa, em particular com a formação de círculo vicioso - envolvendo dívida soberana, excessiva consolidação fiscal e baixo crescimento – que não apenas retardará a recuperação europeia, mas poderá também afetar países e regiões ainda não alcançados pela crise mundial. Na opinião do economista-chefe da instituição, o italiano Pier Carlo Padoan, “a crise na região do euro continua a ser o principal risco individual a ameçar o cenário internacional”.
Pelas estimativas da OCDE, o desempenho econômico europeu será sofrível este ano. Os 17 países que utilizam o euro como moeda comum deverão enfrentar uma redução do PIB de 0,1%, diante do crescimento de 0,2% da previsão feita anteriormente. Para 2012, a OCDE estima para a Europa uma crescimento de apenas 0,9%.
Mas Brasil pode se sair melhor do que até agora
Segundo a análise coordenada por Padavan, o Brasil ainda não teria ameaças imediatas a seu crescimento. Segundo o relatório, a atividade econômica aqui no Brasil pode aumentar significativamente nos próximos meses. O anúncio de que o PIB brasileiro pode crescer 3,2% este ano vai agradar a Presidente Dilma Roussef, mas certamente não vai convencer os economistas que, nos últimos dias, têm pintado cenários menos róseos para o desempenho da economia brasileira.