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Economia

Comércio eletrônico: faturamento de R$ 10,6 bi em 2009

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Carolina Eloy, Jornal do Brasil

RIO - A expansão da renda do brasileiro, que possibilitou maior acesso aos computadores, os novos canais de vendas online e o aumento da confiança do consumidor na segurança dos sites contribuíram para o crescimento de 30% do comércio eletrônico em 2009. De acordo com a e-bit, empresa especializada em informações de e-commerce, o faturamento do setor foi de

R$ 10,6 bilhões no ano passado, ante R$ 8,2 bilhões em 2008.

Este ano, as vendas devem repetir o incremento de 30% totalizando R$ 13,6 bilhões. Para o diretor de marketing, produtos e inteligência da e-bit, Alexandre Umbert, o comércio online tem muito espaço para expandir no país e, nos próximos cinco anos, deve manter o crescimento de dois dígitos.

A internet já é um canal de vendas consolidado, mas grande ainda tem espaço. A comodidade de não precisar ir até uma loja é um facilitador que contribui para o resultado destaca Umbert.

Conforme o Índice de Confiança do e-consumidor, 86,3% das pessoas que fizeram compras pela internet durante o ano passado sentiram-se satisfeitas. Ricardo Scaroni, professor da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), ressalta que, na medida em que a população tem acesso aos computadores e conhecimento de histórias de sucesso nas compras online, a tendência é ampliar o uso. Para ele, a facilidade de comparar preços também é um atrativo.

A classe C deve ser responsável por grande parte das vendas nos próximos anos. Está aumentando a renda desta população, que passa a consumir mais. A escala de preços é menor, mas a base de cliente é grande explica Scaroni.

Em 2009, eram 17,6 milhões de consumidores online, ou seja, 26% do total de internautas no país. Segundo projeções da e-bit, para 2010, esse número deve chegar a 23 milhões. Maurício Morgado, professor do Centro de Excelência em Varejo da FGV, ressalta que grandes redes, como Casas Bahias e o Wal-mart, começaram a oferecer seus produtos na internet no ano passado, o que também contribui para atrair os clientes a este canal de vendas.

Morgado diz que os sites das empresas têm melhorado, facilitando o acesso, e oferecem diferentes formas de pagamento, o que favorece que mais pessoas usem o serviço. Para Morgado, a internet veio para substituir a loja.

Um conjunto de fatores garantem o crescimento contínuo das vendas online, que vai continuar por alguns anos. Um deles é a ampliação do acesso ao serviço de banda larga avalia Morgado.

As datas comemorativas no e-commerce também tiveram efeito superior ao de 2008. O Natal, mais uma vez, foi o período mais lucrativo para o setor, com R$ 1,63 bilhão em 2009, seguido pelo Dia das Crianças, que, pela primeira vez, passou o Dia das Mães: R$ 450 milhões e R$ 440 milhões, respectivamente. Já o Dia dos Pais faturou R$ 437 milhões, e o Dia dos Namorados, R$ 393 milhões.