Oposição argentina fracassa em rejeitar chefe do BC
Uma sessão na Câmara Alta, na qual a oposição pretendia reprovar a nomeação de Mercedes Marcó del Pont à frente do Banco Central, foi suspensa porque faltaram os 37 senadores necessários para obter o quórum.
A funcionária nomeada por Kirchner continuará em comissão como titular do Banco Central, uma autarquia, até que o Senado decida sua situação definitiva.
Duas senadoras decidiram, finalmente, não se juntar à oposição nesta quinta-feira para impulsionar o repúdio a Marcó del Pont.
Uma delas, Roxana Latorre, dissidente do peronismo governante, defendeu sua atitude, ao destacar que "Marcó del Pont é um bode expiatório que ficou no meio do fogo cruzado entre a situação e a oposição".
Os blocos rivais do governo, que semanas atrás conquistaram uma frágil maioria, pretendiam rejeitar a nomeação de Marcó del Pont por ter aceitado um decreto de necessidade e urgência da presidente para pagar a dívida com reservas da autoridade monetária, driblando o Parlamento.
Em meio a uma crise institucional, Kirchner destituiu, em 7 de janeiro, o então titular do BC, Martín Redrado, por ter se negado a cumprir um decreto de necessidade e urgência para transferir US$ 6,5 bilhões destinados a cobrir vencimentos da dívida de 2010.
(Redação com agências internacionais - Agência IN)

