Jornal do Brasil

Domingo, 20 de Abril de 2014

Economia

Relações comerciais entre Brasil e EUA tem chance de solução

Jornal do Brasil

Agência Brasil

SÃO PAULO - O embaixador americano no Brasil, Thomas Shannon, afirmou nesta segunda-feira, dia 22, que os Estados Unidos estão dispostos a encontrar uma solução alternativa para resolver os impasses na relação comercial entre os dois países.

- Procuramos maneiras de aprofundar as relações [bilaterais]. As relações comerciais são muito importantes - disse durante visita a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), em São Paulo.

Shannom disse ainda que não pode entrar em detalhes neste momento, mas há boas possobilidades de encontrar uma solução.

No final de 2009, a OMC autorizou o Brasil a retaliar os Estados Unidos em até US$ 830 milhões. A decisão é motivada pelos subsídios concedidos pelo governo norte-americano aos produtores de algodão.

Os norte-americanos já intensificaram as articulações propondo compensações ao setor têxtil brasileiro para evitar retaliações a seus produtos.

Shannon afirmou também que qualquer nova organização que possibilite "aprofundar o diálogo e a integração entre os países do hemisfério" será importante. "Todos os países do hemisfério podem ter um diálogo e vamos apoiar", disse pontuando ainda que a Organização dos Estados Americanos (OEA) é importante. "A OEA é a OEA e é uma organização importante. Estamos tendo um momento de muito diálogo e integração das Américas e aprofundar este diálogo e integração é uma coisa boa".

O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, comentou que a entidade está trabalhando ideias para "fazer a retaliação de forma criativa". "O Brasil está no seu direito e repito que devemos retaliar, mas fazendo algo que seja bom para os dois países, principalmente para o agronegócio brasileiro", pontuou.

Segundo ele, a decisão de retaliação será respeitada, mas o Brasil poderia encontrar um novo caminho. "O Brasil tem interesse em aumentar os negócios com os Estados Unidos, principalmente no etanol, suco de laranja, carne. Podemos juntar os interesses todos, criar uma alternativa em que seja feita justiça e seja boa para o agronegócio brasileiro."

Skaf disse que a Fiesp não passou suas ideias para o governo brasileiro e que o embaixador Shannon não falou sobre a posição dos Estados Unidos. "Mas ele prometeu nos dar um retorno nos próximos dias", completou.

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