Volvo projeta recorde de vendas no Brasil
A expectativa da montadora sueca é de produzir 15 mil caminhões neste ano, contra 9,7 mil no ano passado e 14 mil unidades em 2008. Para conquistar este objetivo, a fabricante empregou em janeiro mais 250 funcionários temporários, cujos contratos valem para um período de cinco a seis meses.
Como afirmou o presidente da Volvo do Brasil, Tommy Svensson, as contratações praticamente zeram as demissões efetuadas na área de caminhões no ápice da crise financeira global, no fim de 2008. Considerando todo o grupo no Brasil, o que inclui caminhões e a fábrica de equipamentos para construção, foram demitidos naquele período 430 funcionários, dos quais 250 trabalhavam em regime temporário.
A previsão de que a safra atinja 143 milhões de toneladas em 2010, o que traduziria um avanço de 5,9% sobre 2009, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), também induz a Volvo a esperar um mercado melhor neste exercício. "Além disso, há que se levar em conta a produção de aço, que sinaliza alta de 28%, e a melhora dos índices de confiança do consumidor e da indústria", destacou o executivo, durante coletiva de imprensa.
Hoje, a Volvo do Brasil anunciou investimentos equivalentes a US$ 250 milhões entre 2009 e 2011, sendo que US$ 30 milhões já foram desembolsados no ano passado, restando US$ 220 milhões para os próximos dois anos. O dinheiro será destinado à atualização da linha de produtos nas áreas de caminhões e ônibus, informou o presidente da montadora. O pacote anterior, válido para o período 2006-2008, compreendeu US$ 110 milhões.
Apesar da queda nas vendas no Brasil em 2009, para 8,739 mil unidades, o País tirou dos Estados Unidos a posição de primeiro mercado de caminhões da Volvo Trucks no mundo, com um declínio de 46,16% para 6,622 mil unidades comercializadas. Na sequência estão França (3,02 mil unidades comercializadas em 2009), Grã-Bretanha (2,551 mil) e Suécia (1,803 mil caminhões vendidos).
(Redação - Agência IN)

