Ibovespa sobe 0,89% e registra maior pontuação do ano
"O bom humor dos investidores começou desde ontem com a ata do Fomc [Comitê Federal de Mercado Aberto dos Estados Unidos] e continuou hoje com vários indicadores positivos. Como foram bons, as bolsas mantiveram a tendência", disse Silvio Campos Neto, economista do Banco Schahin.
A primeira boa notícia do dia foi que os novos pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos caíram 35 mil na semana encerrada dia 21 de novembro, já com ajustes sazonais. O número de solicitações ficou em 466 mil pedidos.
Outros dados que ajudaram a impulsionar os negócios foram os gastos dos consumidores, que superaram as estimativas dos analistas, ao cresceram 0,7% em outubro deste ano, ante o mês anterior e as vendas de imóveis novos, que tiveram alta de 6,2% em outubro, na mesma base de comparação.
Já o indicador que avalia os novos pedidos de bens duráveis norte-americanos veio abaixo das estimativas dos analistas, mas acabou sendo ofuscado diante de dados positivos. O índice apresentou declínio de 0,6% no mês passado, representando segunda queda dos últimos três meses.
Em meio a este cenário, o dólar encerrou desvalorizado ante as principais moedas, o que ajudou no desempenho das commodities no mercado internacional. No caso do petróleo, o preço do barril de petróleo do tipo WTI, com vencimento em janeiro, avançou 2,60%, cotado a US$ 78,00 na Bolsa de Mercadorias de Nova York (NYMEX, sigla em inglês).
Tal comportamento impulsionou as ações preferenciais da Petrobras negociadas no Índice Bovespa, o que consequentemente intensificou os ganhos do índice. Os papéis da estatal terminaram com acréscimos de 0,76%, vendidos a R$ 39,45.
As ações do setor bancário também contribuíram para o movimento do índice acionário. Enquanto as preferenciais do Itaú Unibanco avançaram 1,83%, as preferenciais do Itausa valorizaram 2,86%.
Ainda internamente, o governo anunciou que reduziu a zero a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para vários tipos de móveis e prorrogou a desoneração de impostos para materiais de construção, que acabaria no fim do ano.
(Déborah Costa - Agência IN)

