Jornal do Brasil

Economia

Dados econômicos centram atenção e taxas ficam sem tendência

Investimentos e Notícias
SÃO PAULO, 25 de novembro de 2009 - Os agentes acompanharam nesta quarta-feira a divulgação de alguns dados econômicos, dentre eles, crédito, inflação e confiança do consumidor brasileiro. "Os resultados desses indicadores foram positivos para a economia brasileira, pois, revelam um cenário favorável para o crescimento da atividade econômica", avalia um operador de renda fixa.

Na BM&FBovespa, as projeções de juros embutidas nos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) operaram sem direção única. O DI com vencimento em janeiro de 2011 fechou com taxa anual de 10,19%, ante 10,13% do ajuste anterior. Janeiro de 2013 projetou juro de 12,27%, ante 12,30% do último fechamento.

Analistas comentam que a curva de juros deve seguir sem tendência definida nos próximos dias com os agentes avaliando o resultado dos novos indicadores econômicos. A dúvida entre os agentes é saber quando e qual será a intensidade da elevação dos juros no próximo ano. "O mercado já dá como certo a alta da Selic em 2010", comenta o operador.

Hoje o Banco Central informou que o saldo das operações de crédito do sistema financeiro atingiu R$ 1,367 trilhão em outubro deste ano, com crescimentos de 1,4% no mês e de 15,3% nos doze meses. Este foi o oitavo avanço consecutivo do volume de operações.

Já o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) brasileiro atingiu os 115,4 pontos em novembro deste ano, com incremento de 1,7 ponto percentual na comparação com outubro, em dados ajustados sazonalmente.

Ainda na agenda doméstica, foi divulgado o resultado do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) na cidade de São Paulo, medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe/USP), que teve leve desaceleração de 0,33% na terceira quadrissemana de novembro, inferior ao índice da segunda prévia do mês, que foi de 0,34%. O resultado veio um pouco abaixo da mediana das expectativas, destaque para a alta dos alimentos e menor pressão dos grupos habitação e transportes.

Os agentes monitoraram também o pronunciamento do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que anunciou nesta tarde a redução de tributos do setor de móveis e a prorrogação corte de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre materiais de construção.

(Maria de Lourdes Chagas - Agência IN)