Light: consumo de energia elétrica subiu 10,3% em relação a 2008
Gisela Magalhães, Jornal do Brasil
RIO - Depois de os termômetros da cidade terem marcado mais de 40 graus antes do início do verão, a grande procura por aparelhos de ar-condicionado esgotou os estoques nas principais lojas. Segundo a Light, o consumo de energia elétrica na primeira quinzena de novembro cresceu 10,3% em relação ao mesmo período do ano passado, nos 31 municípios de sua abrangência no estado do Rio.
Alguns cariocas aproveitaram o feriado da Consciência Negra para pesquisar preços. O Jornal do Brasil verificou as condições de venda de aparelhos de ar-condicionado em cinco lojas da cidade: Casas Bahia, Casa & Vídeo, Insinuante, Ponto Frio e Ricardo Eletro. Em quase todas, o estoque dos aparelhos estava esgotado, com um mínimo de sete dias úteis para entrega. Na Insinuante, havia dois aparelhos, vendidos imediatamente. A Ricardo Eletro tinha alguns modelos.
Entre as formas de pagamento, o parcelamento em até 10 vezes no cartão de crédito imperou, sem desconto à vista. Já na Insinuante, a compra a prazo foi em até três meses para os últimos dois aparelhos, que estavam em promoção, mas os outros (por encomenda) podem ser pagos em até 12 parcelas.
O vendedor das Casas Bahia afirmou que as lojas da rede cobrem qualquer preço inferior comprovado das concorrentes, como estratégia para liderar vendas e promoções. A Ricardo Eletro garante a devolução da diferença até sete dias depois da compra.
O médico Eneas Almeida, 27 anos, pesquisou os preços nas lojas e pela internet, mas disse que acabou pagando mais caro (R$ 870) por um aparelho de 7.500 BTUs na Ricardo Eletro pela falta de opção no varejo. Se não comprasse esse, teria que esperar mais de uma semana para receber a mercadoria. É meu primeiro verão no Rio e não dá para ficar sem .
Segundo o Ponto Frio, as vendas de ar-condicionado para o início da temporada ficaram acima do previsto, inclusive para a indústria. Um vendedor da rede disse que os preços dos aparelhos disponíveis para entrega, a partir de sete dias úteis, custam de R$ 800 (7,5 mil BTUs) a R$ 2.400 (18 mil BTUs).
O advogado especialista em direito do consumidor Fernando Scalzilli recomenda exigir a nota fiscal, procurar empresas idôneas, verificar se há assistência técnica na cidade e as condições de garantia, além de evitar ofertas muito abaixo do mercado. De acordo com Scalzilli, é preferível pagar um pouco mais nas marcas já conhecidas do que ter problemas futuros.
