Dólar fecha em leve queda em dia de poucos negócios
Um dos destaques negativo, a Dell, terceira maior fabricante de computadores do mundo, reportou lucro 53% menor entre o terceiro trimestre de 2008 e 2009, ao somar ganhos de US$ 337 milhões.
Ainda lá fora, ganhou destaque os discursos de líderes internacionais. Um deles, o presidente do Banco Mundial (BM), Robert Zoellick, advertiu que a recuperação da economia global será gradual e virá acompanhada por altos índices de desemprego e de inadimplência no pagamento de dívida. Neste sentido, o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, afirmou que é cedo demais para declarar que a crise acabou e que o BCE irá gradualmente retirar o montante injetado no mercado durante a crise, uma vez que nem todas as medidas tomadas pela instituição serão necessárias no futuro.
Os investidores também assimilaram a informação de que o governo estuda liberar aplicações no exterior para conter alta do dólar. Uma das principais funções das novas é equilibrar o fluxo cambial brasileiro, contendo a excessiva valorização do real.
Dentre as novas propostas está autorizar os fundos de investimentos multimercados a aplicar todo o patrimônio no exterior, volume atualmente limitado a 20%. A medida voltaria o olhar do mercado interno para o exterior e flexibilizaria a saída de moeda estrangeira do País.
Segundo analistas, no entanto, a ação não deve trazer alívio imediato. "Com uma das maiores taxas de juros do mundo, o País ainda é muito atrativo para o investidor", lembra um operador.
Sem operações no mercado futuro, o volume de negócios no câmbio foi pífio. O dólar fechou em leve queda de 0,17%, vendido a R$ 1,730.
(Simone e Silva Bernardino - Agência IN)

