Jornal do Brasil

Economia

Carne bovina e óleo de soja aponta alta nos preços

Investimentos e Notícias
SÃO PAULO, 4 de novembro de 2009 - Os aumentos verificados no custo da cesta básica, em outubro, em 13 das 17 capitais pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) foram determinados pelo comportamento de um grupo de produtos que teve alta generalizada. Carne bovina e óleo de soja subiram em todas as localidades enquanto açúcar e tomate tiveram aumento em 14 capitais.

A alta no preço da carne - produto com maior peso na cesta - teve, como destaque, os aumentos apurados para Goiânia (10,78%), Rio de Janeiro (3,33%), Salvador (3,19%),Brasília (2,95%) e Belo Horizonte (2,89%). Os principais motivos do aumento mensal são a demanda internacional mais aquecida e a queda na produção argentina devido à redução do rebanho.

O clima atípico com excesso de chuva no período de estiagem contribuiu para o crescimento das pastagens, o que deve permitir a engorda do gado e portanto, maior oferta da carne com barateamento ou, pelo menos, estabilidade no preço caso a demanda mundial não cresça demasiadamente.

O óleo de soja, também com aumento generalizado, teve as elevações mais significativas registradas em Goiânia (14,87%), Recife e Belém (ambas com 7,06%), e Brasília (6,58%), enquanto as menores taxas ocorreram em Salvador (1,22%), Aracaju

(1,21%) e Curitiba (0,76%). O óleo de soja é um dos componentes do biodiesel, o que resulta em menor oferta do produto refinado para o consumo das famílias.

Catorze capitais apresentaram aumento no preço do açúcar, em especial, Salvador

(28,41%), Goiânia (20,33%), Brasília (15,71%) e Porto Alegre (12,05%). O aumento do preço do açúcar no mercado internacional provocou sua elevação no país.

O tomate - item sempre sujeito a oscilações - apresentou, em outubro, as mais expressivas elevações em Goiânia (32,88%), Porto Alegre (23,49%), Rio de Janeiro

(17,06%) e Belo Horizonte (16,27%). Fatores climáticos, em especial as intensas chuvas dos últimos cinco meses em boa parte do país têm contribuído para a elevação dos preços.

(Maria de Lourdes Chagas - Agência IN)