Dólar recua apesar de instabilidade externa
De acordo com o Ovídio Soares, operador da Finabank, o câmbio tende a continuar em baixa, em meio aos sólidos fundamentos do Brasil e o forte ingresso de recursos externos. "Olhando os conceitos, a tendência é de que a moeda deve cair para o patamar de R$ 1,70 e buscar rapidamente R$ 1,65", aposta. Segundo o especialista, o dólar só não cai mais, salvo os movimentos sazonais, devido às possíveis mudanças nas regras cambiais.
"O mercado está com um pé atrás com o Banco Central após taxação do IOF", comenta. No mês passado, o governo fixou alíquota de 2% sobre o capital estrangeiro que aplica em renda fixa e bolsa de valores.
Na avaliação de Soares, a medida não teve efeito prático. "Há incertezas quanto a um segundo plano do governo, que pode mudar as regras e passar a tributar o capital estrangeiro, o que trás inquietação no mercado. No entanto, com o passar do tempo, o mercado tende a voltar a normalidade", acredita. Para o operador, o dólar deve fechar o ano entre R$ 1,70 e R$ 1,80.
Segundo Miriam Tavares, diretora de câmbio da AGK Corretora, a medida pode inibir momentâneamente o fluxo de capital de curto prazo. Mas no futuro, as cotações tendem a voltar a cair.
(Simone e Silva Bernardino - Agência IN)

