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Economia

Setor manufatureiro dos EUA: maior alta em 3 anos

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WASHINGTON - O setor manufatureiro americano cresceu em outubro pelo terceiro mês consecutivo e a uma taxa mais rápida do que a esperada, de acordo com dados da indústria divulgados segunda-feira. Segundo o Instituto de Gestão de Fornecimento (ISM, na sigla em inglês), o índice de atividade manufatureira passou para 55,7 pontos em outubro, ante 52,6 em setembro. Trata-se do índice de atividade mais alto desde abril de 2006.

O ISM informou também que o índice de emprego para a indústria saltou para 53,1 pontos em outubro. O índice de emprego não ficava acima de 50 pontos desde julho de 2008, quando atingiu 51 pontos.

Apesar da divulgação do índice relacionado ao emprego, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou segunda-feira que a economia já recuperou muito terreno desde janeiro, mas mais empregos poderiam ser perdidos antes de uma total recuperação ser registrada.

Reunião

Falando na Casa Branca, em meio a reunião com seus assessores sobre a recuperação econômica, Obama afirmou que a atual velocidade de perdas de empregos é preocupante e não deve melhorar rapidamente.

Antecipamos que continuaremos a ver mais perdas de empregos nas próximas semanas e meses afirmou.

Na semana passada, um outro indicador apontou o que é visto como o começo do fim da crise. Segundo dados divulgados pelo governo americano, os EUA saíram tecnicamente da recessão, com uma taxa de crescimento de 3,5% a ritmo anual no terceiro trimestre.

Obama disse segunda-feira que a economia começou a se estabilizar depois de uma profunda queda em meio à crise financeira global, mas ele destacou que ainda há um longo caminho a ser percorrido:

Isso não vai acontecer do dia para a noite, mas nós não vamos descansar até obtermos êxito, até que nós geremos os empregos que a economia precisa.

Construção

Os gastos com construção nos EUA registraram a sua maior alta em um ano em setembro, informou o Departamento do Comércio segunda-feira. O resultado foi impulsionado por um ritmo recorde em obras públicas e pela maior expansão em mais de seis anos nas construções privadas residenciais.

O Departamento do Comércio disse que os gastos com projetos de construção subiram 0,8%, para US$ 940,3 bilhões, após recuarem 0,1% em agosto. As construções públicas, impulsionadas pelos bilhões de dólares dos planos de estímulo econômico, aumentaram 1,3%, para US$ 326,4 bilhões, o maior incremento de todos os tempos, após recuarem 1,1% em agosto.

Os projetos de moradias cresceram 3,9%, o maior ganho desde o acréscimo de 4,2% em julho de 2003, um sinal de que o setor também está se fortalecendo.