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- PORTO ALEGRE Depois de seis dias de debates, chega ao fim o 5º Fórum Social Mundial. E o FSM termina da forma como começou: todos em plena mobilização para que o tão sonhado outro mundo seja possível. Centenas de pessoas se juntaram à marcha contra a Alca e o Imperialismo pelas ruas de Porto Alegre.
Os manifestantes, que saíram da Usina do Gasômetro e rumaram para o Mercado Público, deram um nó no trânsito da capital gaúcha. Em frente à prefeitura, bonecos representando o presidente norte-americano George W. Bush foram incendiados e todos pediam a saída dos militares americanos do Iraque e dos brasileiros no Haiti, além de exigir a desocupação imediata dos territórios palestinos.
A cerimônia oficial de encerramento começou às 8h30 da manhã na orla do Guaíba, próximo à Usina do Gasômetro, com a afixação das propostas tratadas no Fórum (mais de 350) em um mural, leitura de mensagens e encontro de diversas etnias. Também foram apresentados alguns números do Fórum e definições do Conselho Internacional para 2006 e 2007. O presidente venezuelano Hugo Chávez ontem defendeu e prometeu apoio total à realização do FSM na Venezuela, no próximo ano.
De acordo com a organização do Fórum, 155 mil pessoas participaram ativamente do evento. Jornalistas somaram 6.880 pessoas, 35 mil integrantes estavam no Acampamento da Juventude e pessoas de 135 países envolveram-se em 2,5 mil atividades. Devem ser citados, ainda, os 2,8 mil voluntários que colaboraram para que tudo desse certo.