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- PORTO ALEGRE O Fórum Social Mundial (FSM) 2005 foi encerrado na manhã desta segunda-feira, à beira do lago Guaíba, em Porto Alegre, com a leitura de um balanço dos seis dias de experiências compartilhadas e de participação plural e democrática, seguida da apresentação de grupos musicais que realçaram a diversidade cultural presente na quinta edição do evento. A leitura do texto com os números do FSM foi realizada pela índia Ariana Morinico e pelo representante do movimento negro Valério Lopes.
O FSM 2005 superou as edições anteriores em número de participantes, atividades e organizações envolvidas. No total, o Fórum reuniu 155 mil pessoas, das quais 35 mil instalaram-se no Acampamento Intercontinental da Juventude, no Parque Marinha do Brasil. Estiveram presentes 6.588 organizações de 135 países. A quantidade de profissionais da comunicação envolvidos na cobertura do Fórum chegou a 6.823. Cerca de 2.800 voluntários trabalharam no evento, que contou com a participação de 2.500 trabalhadores da Economia Popular e Solidária. Na abertura, na quarta-feira passada, dia 26, foi realizada uma marcha histórica no centro de Porto Alegre, com a participação de 200 mil pessoas.
As 2.500 atividades – das quais 130 shows, 115 projeções de filmes e vídeos e 96 exposições de artes – se realizaram em 11 Espaços Temáticos, em caráter totalmente autogestionário.
Em cada Espaço Temático, foram afixados murais para receber as propostas que resultassem dos debates e assembléias. No total, 352 propostas foram expostas e divulgadas para que mais movimentos, organizações e pessoas possam a elas se incorporar.
Após a leitura do texto de encerramento do FSM 2005, grupos de música e dança da Palestina, Índia, Zâmbia e Marrocos juntaram-se aos representantes indígenas de toda a América num ritual de congraçamento de todos os povos e participantes do FSM 2005. Os índios leram uma declaração afirmando seus direitos, valores e princípios. Nela, exigem que os governos reconheçam e garantam a segurança jurídica, política e física de seus territórios, conforme determina o convênio 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
A cerimônia final do Fórum Social Mundial 2005 foi uma celebração ao espírito de fraternidade e de respeito à terra, convocada pelos representantes das nações indígenas presentes no Fórum. De pés descalços e mãos dadas, todos os presentes renderam homenagem aos espíritos dos ancestrais das nações indígenas das Américas e enviaram bons fluídos para a África, continente que sediará o FSM em 2007.
Na manhã desta segunda-feira, também foi realizada a Caminhada contra a Alca, que partiu de trás do Anfiteatro Pôr-do-Sol, seguindo pelas avenidas Beira-Rio e Siqueira Campos até o Largo Glênio Peres, no centro da capital gaúcha. A marcha foi organizada pela Campanha Continental contra a Alca, reunindo cerca de 20 mil pessoas.