Esquivel defende cancelamento da dívida dos países atingidos pelo tsunami

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Valéria Reis

PORTO ALEGRE – Uma das estrelas do Fórum Social Mundial, o Prêmio Nobel da Paz, Adolfo Pérez Esquivel, defendeu o cancelamento urgente da dívida externa dos países atingidos pelo tsunami. Esquivel convocou para que os povos se organizem e resistam para acabar com os mecanismos de opressão impostos pelo FMI e pelo Banco Mundial.

"Temos que dizer basta e buscar novas alternativas, começando por gerar políticas de resistência civil. A globalização culminou com a concentração de poder nas mãos de poucos. É preciso avançar com novos conceitos e propostas concretas", observou.

Segundo Esquivel, um dos objetivos do Fórum é dar um passo qualitativo nas decisões políticas para contrapor-se a esse "genocídio social", como classificou.

Outro debate de interesse dos participantes foi com o presidente da Confederação Árabe Palestina do Brasil, Farid Swwan. Ele denunciou as investidas do exército israelense, que já matou 3,6 mil, deixando mais de 40 mil palestinos feridos, com cerca de 8 mil pessoas presas. Suwan entregou um manifesto no FSM pedindo o fim da ocupação israelense e soberania do território da Palestina. Disse ainda que o primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, faz uma campanha difamatória, taxando os palestinos de terroristas.

Nesta quinta-feira, representantes da Aliança Patriótica Iraquiana, uma coalizão de forças contrárias à ocupação do Iraque alertaram que a resistência armada contra a ocupação americana continuará após as eleições, que acontecem no domingo.

Sami Alaa, representante internacional da coalizão, observou que essa eleição é ilegítima e acrescentou que com esse pleito, os Estados Unidos pretendem estabelecer um governo de "marionetes". Ele salientou que a resistência política e armada de grupos políticos, religiosos e étnicos possuem um apoio popular muito forte, além de estar presente em todas as regiões.