| |
Sob o slogan "Um outro mundo é possível",
o Fórum Social Mundial volta para Porto Alegre, depois de ter
viajado até Mumbai, na Índia, em 2004. As primeiras
três edições, que aconteceram na capital gaúcha,
inspiraram a edição asiática e agora, em 2005,
o FSM volta ao Brasil com uma nova
proposta: uma interação maior entre os participantes
do evento.
Entre os dias 26 e 31 de janeiro de 2004, contrariando
todas as tendências de comodismo, a inquietação
e a insatisfação, aliadas à reflexão,
dão o tom nos debates do Fórum Social Mundial. Milhares
de pessoas, de mais de 100 países diferentes, vão
discutir a delicada situação global, em temas críticos
como o terror, a fome, o imperialismo e a globalização.
O FSM é
definido como "um espaço aberto de encontro para o aprofundamento
da reflexão, o debate democrático de idéias,
a formulação de propostas, a troca livre de experiências
e a articulação para ações eficazes,
de entidades e movimentos da sociedade civil que se opõem
ao neoliberalismo e ao domínio do mundo pelo capital e por
qualquer forma de imperialismo".
Trata-se de um espaço para discussão
de idéias humanistas, onde são empenhados esforços
para construir - ou reconstruir - a sociedade com foco no homem,
uma globalização solidária, que respeite os
direitos humanos universais, bem como os de todos os cidadãos
e cidadãs em todas as nações e o meio ambiente,
apoiada em sistemas e instituições internacionais
democráticos a serviço da justiça social, da
igualdade e da soberania dos povos.
Grandes intelectuais, estadistas, proletários,
trabalhadores, enfim, uma massa heterogênea de componentes
da chamada "sociedade", juntos, para repensar e retrilhar
os caminhos do mundo atual.
Todos acreditando que um outro mundo é
realmente possível.
|
|
|