Orlando Berti
TERESINA Eleições tranqüilas: foi assim que as principais autoridades do Piauí envolvidas com o processo de votação avaliam as ocorrências do processo no 2º turno. Para o procurador do Ministério Público Eleitoral, Kelston Lages, as ocorrências registradas na capital foram poucas e normais, notadamente se comparadas com as graves ocorrências registradas no 1º turno. 'A eleição foi
tranqüila com apreensões pequenas. Na Polícia Federal não tiveram, na
Polícia Civil e na Polícia Militar também não', comentou Lages, que
confirmou apenas alguns atritos entre eleitores.
Já, para o superintendente da Polícia Federal no Piauí, Augusto Serra Pinto, apesar dos três casos registrados em Teresina, os mesmos não são considerados tão graves.
Um dos casos registrados na PF de Teresina foi o flagrante de um ônibus da empresa Transbrasileiro transportando quase 50 eleitores. Todos foram encaminhados para a sede da PF e prestaram depoimentos. Outro caso foi a denúncia do delegado da Polícia Civil Evaldo Farias que entregou uma lista supostamente destinada à compra de votos de eleitores no bairro Promorar, Zona Sul de Teresina. O caso mais grave foi o do motorista Antônio Barroso, preso em flagrante, em seu veículo Voyage, pedindo votos para um dos candidatos a prefeito de Teresina.
A Polícia Federal coibiu irregularidades no 2º Turno. 'Se você mostra repressão eficaz e eficiente diminui o índice de crimes, pois quem pensa errado pensa duas vezes porque sabe o Ministério Público e a Polícia Federal estão na rua e sabem que a Lei será cumprida', destacou Serra Pinto. 'Foi tranquilidade total', finalizou.