Campos: Um plano para evitar declarações

CAMPOS - A governadora Rosinha Matheus e o ex-governador Anthony Garotinho estão evitando desde domingo comentar a derrota de seu candidato nas urnas de Campos. No fim da noite de domingo, um esquema de segurança foi montado para o casal deixar a cidade natal sem ser acompanhado por jornalistas ou hostilizado por militantes do PDT.

O início da apuração na Justiça eleitoral e as projeções elaboradas pelo PMDB com base em boletins obtidos com o TRE levaram Garotinho e Rosinha a deixar a sede do partido, às 18h30 de domingo. Na ocasião, as projeções já não eram animadoras. Começou aí uma série de boatos na cidade sobre o paradeiro do casal.

Houve notícias de que estariam na casa de uma prima da governadora ou ainda num escritório no centro da cidade. Com 70% das urnas apuradas, veio a notícia de que Rosinha e Garotinho estariam em casa. Nesse momento, a diferença de votos a favor de Carlos Alberto Campista (PDT) era de 20 mil à frente de Geraldo Pudim (PMDB). Na ocasião, a Infraero recebeu um pedido para que o aeroporto estendesse seu funcionamento. O local costuma ser fechado às 23h. A solicitação estendia o funcionamento até as 2h.

Em frente à casa de Garotinho, manifestantes do PDT comemoravam o resultado das eleições, enquanto os jornalistas eram convidados para uma entrevista com Pudim e Garotinho após o fim da apuração. O comandante do batalhão de Campos, Mário Pinto, foi ao local para impedir as com manifestações. O coronel confidenciou a jornalistas que o casal já estava dormindo. As luzes da casa foram apagadas. Descoberto em um escritório do centro da cidade, Garotinho anunciou que a coletiva seria ontem pela manhã. Mas o casal embarcou, pouco depois, para o Rio, num jato particular. A governadora passou o dia reclusa no Palácio Laranjeiras. O ex-governador não divulgou a agenda. (M.A.M. e R.B.)

[ 02/11/2004 - 06:24 ]


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