Marco Antônio Martins e Roberto Barbosa
CAMPOS - Passada a eleição, que garantiu a vitória de Carlos Alberto Campista (PDT) sobre o candidato Geraldo Pudim (PMDB), apoiado pelo ex-governador Anthony Garotinho, o questionamento nas ruas da cidade do Norte Fluminense é se haverá, o ''terceiro turno'', como vem sendo chamada a possibilidade de uma nova eleição no município.
O presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), desembargador Marcus Faver, espera que os processos que tratam da impugnação da candidatura de Campista e Pudim sejam decididos até a diplomação, marcada para 19 de dezembro. São dois processos, sendo um para cada candidato, que estão nas mãos da juíza Denise Appolinária. Além desses, há outros oito que denunciam o uso da máquina administrativa pelo governo do Estado ou pela prefeitura.
- Caso fique comprovada qualquer irregularidade, os candidatos serão punidos, independentemente do resultado das eleições - afirmou Marcus Faver.
Se a decisão da juíza Denise Appolinária, da 76 Zona Eleitoral, em Campos, for a favor da cassação dos dois candidatos haverá uma nova eleição, caso isso aconteça até a diplomação. De acordo com o calendário eleitoral, no próximo dia 18 acaba o prazo para o TRE divulgar o resultado final das eleições em Campos.
- Sei que o Poder Judiciário irá decidir na hora certa. Confio nos advogados do PDT. Meu interesse, neste momento, está na vitória do meu grupo político - comentou Carlos Campista.
Seu adversário nas eleições, Geraldo Pudim, disse não estar preocupado com a possibilidade de cassação.
Se a decisão judicial for favorável, os partidos poderão recorrer, ficando a manutenção ou não do julgamento, feito por Denise Appolinária, para o plenário do TRE. É a segunda instância da Justiça eleitoral, sendo formado por 10 juízes do tribunal, entre eles, o presidente Marcus Faver, que analisará o processo. O desembargador Faver só opina em caso de empate. A juíza Denise Appolinária não se pronunciou porque analisa o caso, podendo ficar impedida de julgá-lo se emitir alguma opinião.
Sempre com o semblante fechado, Denise Appolinária é conhecida pelos fiscais eleitorais como uma juíza que tem uma ''caneta pesada'', devido às decisões duras que tomou junto com as outras juízas eleitorais da cidade, Márcia Rego e Maria Teresa Gusmão, durante a campanha eleitoral.
- Nunca vi uma eleição como esta. A população se envolveu de forma inflamada no processo eleitoral. Por isso, solicitamos ajuda ao TRE (Tribunal Regional Eleitoral). Os espíritos estavam muito aguerridos durante a campanha para o segundo turno. Tivemos muito apoio das pessoas, além de uma parceria com o Ministério Público - comentou a juíza Maria Teresa Gusmão, coordenadora da fiscalização eleitoral de Campos.