CAMPOS (RJ) - A juíza da 76ª Zona Eleitoral, Denise Apolinária, disse hoje que não há a menor possibilidade de ser anulada a eleição de ontem em Campos, embora admita a possibilidade de que as candidaturas de Geraldo Pudim (PMDB) e Carlos Alberto Campista (PDT) sejam impugnadas devido aos processos contra os dois em tramitação na Justiça Eleitoral e também do Ministério Público, no caso da campanha do peemedebista.
"O resultado da eleição é um fato e já foi homologado, na medida em que nós, da Justiça Eleitoral de Campos, encaminhamos a ata com o resultado do pleito e a vitória da Carlos Alberto Campista. Quanto à diplomação do pedetista, vai depender do julgamento das ações pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio e da aprovação da prestação das constas de campanha do candidato
vitorioso", explicou a juíza.
A eleição em Campos foi marcada por denúncias de irregularidades dos dois candidatos, que se acusaram mutuamente, e também do Ministério Público, que chegou a apreender uma sacola com R$ 318 mil no diretório regional do PMDB. Segundo o Ministério Público, o dinheiro seria utilizado na compra de votos para Geraldo Pudim.
O dinheiro já foi liberado por determinação do coordenador de Fiscalização de Propaganda Eleitoral do Rio, Jaime Boente, atendendo a agravo de instrumento impetrado pelo PMDB. O presidente do diretório do partido na cidade será o depositário fiel do valor, que deverá ser apresentado quando solicitado pela Justiça Eleitoral.
Ainda hoje, o PDT deve entrar com representação na Justiça Eleitoral pedindo uma rigorosa investigação sobre a origem do dinheiro e também sobre a apreensão de carimbos e fichas de filiação do partido, encontrados junto aos maços de notas de R$ 50, na sede do PMDB. A informação foi dada ontem, na sede do PDT em Campos, pelo presidente nacional do partido, Carlos Lupi.
"Nós queremos também que as informações sobre a origem do dinheiro dadas por Anthony Garotinho, presidente regional do PMDB, de que o dinheiro pertencia ao partido, sejam apuradas. Mais grave do que os R$ 318 mil apreendidos e a necessidade da comprovação da origem do dinheiro, é o fato deste material ter sido encontrado na sede do PMDB. Isso dá margem a qualquer tipo de suspeita e abre qualquer possibilidade - inclusive de que possa ter havido intenção de se forjarem provas, para incriminar o nosso candidato", afirmou Lupi. (Agência Brasil)