Jornal do Brasil

Sábado, 23 de Junho de 2018 Fundado em 1891

Cultura

'Emoções baratas e maniqueístas' destaca crítica sobre 'O sol da meia-noite'

Jornal do Brasil TONY TRAMELL, especial para o JB

 É impossível não comparar “O sol da meia-noite” (Midnight Sun) com o sucesso “A culpa é das estrelas”. Adolescentes apaixonados, doença fatal e romance aflorando no meio desse turbilhão remetem ao lugar comum do best-seller de John Green. Sem discutir a fonte de inspiração, “O sol...” é a adaptação de um filme japonês, que é baseado num mangá. Aqui se comprova que o importante é quem atingiu primeiro a maioria, o que veio depois ficou com a sensação requentada.  

Além da impressão de cópia, o roteiro perde em qualidade (especialmente nos diálogos – os livros de Green tem um estilo próprio), mas a produção é de primeira e os jovens apaixonados (Bella Thorne e Patrick Schwarzenegger, o filho de Arnold) têm uma boa química em cena. O público menos amadurecido ainda pode se abater pelas emoções baratas e maniqueístas da produção.

Bella Thorne e Patrick Schwarzenegger formam o par romântico da produção

A falta de um toque pessoal do diretor Scott Speer (“Ela dança, eu danço 4”) acaba deixando a banalidade invadir “O sol da meia-noite”, que é apenas um romance árido (Love story jamais). 

*Assistente de direção e jornalista

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O SOL DA MEIA-NOITE: * (Ruim)

Cotaçõeso Péssimo; * Ruim; ** Regular; *** Bom; **** Muito Bom

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Tags: cinema, crítica, cultura, filme, sol da meia noite

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