Jornal do Brasil

Quarta-feira, 22 de Novembro de 2017

Cultura

Zé Luiz Rinaldi lança "Músculo Involuntário" com música e poesia 

Evento será dia 24 de agosto na livraria Argumento do Leblon

Jornal do Brasil

No dia 24 de agosto, o poeta Zé Luiz Rinaldi lança seu novo livro Músculo Involuntário, a partir das 19h, na Livraria Argumento, no Leblon. Nessa noite, a livraria promete ser praça dos motivos que transitam no livro. Rinaldi, que também é compositor e diretor, convidou artistas de diferentes campos para apresentar músicas, cenas, poesias e depoimentos, provocados por uma sugestiva sinalização presente no livro: “encontra melhor quem se perde”. 

Durante o evento também será apresentado um pocket show de sua banda MEB_Música Extemporânea Brasileira que mistura música e a poesia de grandes escritores como Fernando Pessoa, Leminski, Orides Fontela, García Lorca, Juan Ramón Jiménez, Emily Dickinson, Rilke, Eugénio de Andrade.               

Assim como os anteriores Mais verdadeiro que o realAntes da despedida (32) e Ninharias, o novo livro também chega pela Contra Capa Editora. Músculo Involuntário tem posfácio do poeta, professor e Doutor da Universidade Federal Fluminense, Luis Maffei. O livro apresenta uma disposição intensa e radical. Por isso, provavelmente, soe a um só tempo estranha e ameaçadora para a postura costumeira que parece orientar o sujeito por onde quer que andemos nesses dias. 

O livro apresenta uma disposição intensa e radical
O livro apresenta uma disposição intensa e radical

Ao contrário da busca pelo fortalecimento pessoal, de conquistas que não encontrem barreiras e de uma solidez sem fissuras (como se essas fossem a prova da plenitude e o modo de ser mais legítimo), o livro afirma a abertura para o outro como a mais rica e primordial disposição. A postura que, de fato, pode oferecer a ampliação de possibilidades e a própria expansão. 

A abertura é toda a oferta. O outro, a razão desse movimento. Não se trata, pois, de conquistar o desejado ou de possuir qualquer coisa que atenda às próprias vontades. Deve-se entender a abertura ao risco, ao desconhecido, como a vocação necessária e esquecida, de que o que ameaça deve ser acolhido tal qual é. Essa é a abertura que será capaz de criar, de fortalecer e gerar sem que ninguém precise ser subjugado. Essa é a confiança que necessitamos encontrar.

E é nessa perspectiva que o poeta trata o amor. Como experiência única, intransferível, rara, extraordinária e reveladora. A instância em que o estranho e a distância instransponível possibilitam a ruptura com a mesquinhez e com o medo arcaico de que ninguém escapa. Uma compreensão que talvez se ilumine com a frase de simplicidade perturbadora que escreve o também poeta, professor e Doutor da Universidade Federal Fluminense, Luis Maffei, no minucioso posfácio da edição: “Encontra melhor quem se perde”.

Tags: biomedicina, ciência, exames, médicos, saúde, sérgio franco, vida

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