Jornal do Brasil

Quarta-feira, 22 de Outubro de 2014

Cultura

Trazendo 94 filmes ao Rio, começa nesta terça o Festival Visões Periféricas

Oitava edição do festival traz filme indicado a Cannes e ganhador de seis prêmios em Gramado

Jornal do BrasilRafael Gonzaga*

Trazendo filmes premiados em sua programação, começa amanhã a oitava edição do Festival Visões Periféricas 2014. O evento, que acontece entre os dias 12 e 17 deste mês no Rio de Janeiro, fará exibições de 94 filmes em locais como o Oi Futuro de Ipanema, no Centro Cultural Justiça Federal e em outros sete cineclubes espalhados pela cidade, além de exibições nas comunidades do Alemão, Borel e Cantagalo.  O evento recebe ainda diretores de diversas partes do país e do Rio de Janeiro para debater suas obras após as sessões.

O festival está dividido em dez mostras: Visorama, Fronteiras imaginárias, Cinema da gema, Tudo junto e misturado, Lugar incomum, Singular periferia, Paixões periféricas, Mostra de longas, Filme em curso e Rede Municipal de Ensino do RJ – essa última com curtas realizados por projetos que trabalham na formação audiovisual junto ao público de escolas.

Entre as novidades desta edição estão a transmissão em tempo real pela internet da cerimônia de abertura, dos filmes e debates das mostras Visorama e Fronteiras Imaginárias. Também pela primeira vez o Festival exibe a Mostra de Longas, com oito filmes.

Na inédita sessão Filme em Curso, que acontece no dia 13 de agosto, às 18h, no OI Futuro Ipanema, o público assistirá o material de “Martírio”, de Vincent Carelly, ainda não finalizado. O filme, realizado com recursos angariados através de financiamento coletivo, registra o dia-a-dia de denúncias e lutas dos índios Kaiowá, do Mato Grosso do Sul. Depois da sessão serão debatidos o tema indígena e o processo criativo, que inclui a realização de oficinas nos acampamentos para que os próprios índios possam retratar a realidade das retomadas de seus territórios e a implantação de câmeras em áreas de risco.

Festival de Cannes: Acalanto

Abrindo o Festival no dia 12, o curta-metragem de 23 minutos “Acalanto”, do cineasta e publicitário maranhense Arturo Saboya, leva nas costas a indicação ao Festival de Cannes de 2013 e seis prêmios em Gramado.  O filme conta a história de uma senhora analfabeta que tenta amenizar suas saudades pedindo a um conhecido para que leia diversas vezes a mesma velha e única carta enviada há dez anos por seu filho. Assim nasce uma bonita amizade e cumplicidade entre os dois. Após a exibição de “Acalanto”, o público assistirá ao inédito “Brasil”, de Aly Muritiba.

Cena de Acalanto: filme já foi reconhecido em festivais como os de Cannes e Gramado
Cena de Acalanto: filme já foi reconhecido em festivais como os de Cannes e Gramado

O encerramento do Festival Visões Periféricas 2014 acontecerá no dia 17 de agosto no Oi Futuro de Ipanema, com a premiação do festival às 17h. O grupo de maracatu Tambores de Olokum fará um cortejo até a Praça General Osório, onde se apresentará a partir das 19h. Das 20h30 às 22 horas os filmes vencedores serão exibidos em uma sessão popular em um telão montado na praça.

"Proibidão", de Ludmila Curi e Guilherme Arruda também está no Festival
"Proibidão", de Ludmila Curi e Guilherme Arruda também está no Festival

Entre os demais destaques da programação estão o “AntiHorário”, da baiana Ana Paula Mota; “O homem beija-flor”, de Alex Mello e Vitor Kruter; “Oleguns Olo Fê”, de Fernando Mamari e Tarsilla Alves; “Rio corpo aberto”, de Kadu Burgos; e “Cidade de Deus – 10 anos depois”, de Cavi Borges e Luciano Vidigal – este último acompanhando o percurso da vida de 30 dos atores que participaram do premiado “Cidade de Deus”, de Fernando Meirelles e Katia Lund. 

*Do programa de estágio JB

Tags: aly muritiba, arturo saboya, cannes, cidade de deus, cinema, festival visões periféricas, gramado

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